Ordens e associações da Saúde querem "pacto nacional" e agenda para década

Ordens e associações da saúde querem lançar uma agenda para o setor para a próxima década que conte com os contributos da sociedade civil e vão promover uma convenção para “criar um pacto nacional”.

A Convenção Nacional da Saúde, que vai decorrer a 7 e 8 de junho em Lisboa, foi hoje apresentada pelo bastonário da Ordem dos Médicos (OM), acompanhado por outros parceiros do setor que participam na iniciativa.

Miguel Guimarães definiu a convenção como um “largo debate nacional” sobre o presente e o futuro da saúde em Portugal, indicando que pretende contar com os contributos dos cidadãos e da sociedade civil.

Após a convenção, pretende-se definir “um pacto para a saúde”, sendo colocado para contributo dos cidadãos um texto que oriente esse entendimento.

O objetivo será depois apresentar um texto final ao Governo, ao Presidente da República e aos decisores políticos.

O bastonário da OM recordou que o próprio Presidente da República lançou “há mais de um ano” a ideia de um pacto para a saúde, estando as ordens profissionais e várias associações do setor “a tentar cumprir o repto do Presidente”.

A iniciativa pretende também elaborar uma “agenda da saúde para a próxima década”, tendo como principal objetivo “garantir o acesso de todos os cidadãos às tecnologias de saúde, incluindo as mais inovadoras, e um nível de financiamento do sistema de saúde adequado às necessidades dos portugueses, garantindo simultaneamente a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”.

Quanto à questão do financiamento, Miguel Guimarães referiu-se ao “subfinanciamento crónico” do setor e lembrou que é necessário um financiamento adequado para a saúde, mas disse não querer “estar a discutir a questão política”.

Questionado se acredita num pacto na área da saúde entre PS e PSD ou entre Governo e oposição, o bastonário manifestou a expectativa de que “não seja muito complexo” que os partidos políticos encontrem um entendimento.

No site criado a propósito desta convenção nacional da saúde, a iniciativa é definida como “o maior debate nacional de sempre sobre o presente e o futuro” do setor em Portugal, podendo ter o envolvimento de “todos os parceiros da saúde e de milhares de cidadãos”.

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