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Colesterol: Portugueses sabem o que é, mas desconhecem os seus níveis
DATA
18/04/2018 18:16:22
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Jornal Médico
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Colesterol: Portugueses sabem o que é, mas desconhecem os seus níveis

A quase totalidade dos inquiridos num estudo promovido pela Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) e hoje divulgado afirma saber o que é o colesterol, mas mais de metade desconhece o valor que tem, uma situação mais frequente entre a faixa etária dos mais jovens.

As conclusões do inquérito “Os portugueses e o colesterol” – apresentadas, em Lisboa, no âmbito da sessão solene de abertura da campanha maio, mês do coração, que este ano é dedicada ao colesterol – mostra que mais de metade (58%) dos inquiridos assumiram não saber qual o seu valor de colesterol, um desconhecimento que é muito expressivo nos jovens.

A grande maioria (90%) dos jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, disse desconhecer o seu nível de colesterol, valor que desce para os 73% nos inquiridos com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos e para os 63% nos participantes na faixa etária entre os 35 e os 44 anos. Com o avanço da idade vai diminuindo o desconhecimento das pessoas sobre o seu valor de colesterol: 48% (45-64 anos), 34% (55-64 anos) e 48% (65 e mais anos), indica o estudo.

O coordenador da campanha e assessor médico da FPC, Luís Negrão, considera preocupante o facto de mais de metade da população não saber o seu nível de colesterol. O médico destacou como positivo o facto de 98% dos inquiridos saberem o que é o colesterol, 97% conhecerem que é uma gordura que circula no corpo e 70% saberem que um valor normal é inferior a 190 mg/dl.

A grande maioria (95%) apontou a gordura animal como o tipo de gordura que facilita o aumento do colesterol no sangue. “As pessoas estão informadas, sabem o que é o colesterol, sabem qual é o valor normal e sabem as consequências que podem vir a ter se o tiverem elevado, como um AVC, ataque cardíaco e doenças cardiovasculares”, disse Luís Negrão, considerando que esta informação “resulta em parte do trabalho que a FPC tem vindo a fazer ao longo dos anos”.

Quase metade dos inquiridos (47%) é da opinião que alguns suplementos alimentares fazem melhor ao colesterol do que as estatinas prescritas pelos médicos. A quase totalidade rejeita a ideia de que “a prática regular do exercício físico não traz vantagens para quem tem o colesterol elevado” ou que “os magros não têm que se preocupar com o colesterol”.

Para Luís Negrão estes dados indicam que “as pessoas têm algum conhecimento, mas era preciso mudarem a opinião que têm relativamente ao problema do colesterol e problema das doenças cardiovasculares”. O responsável apelou ainda aos portugueses para vigiarem o colesterol e “falarem sempre com o médico de família tentarem resolver o problema de colesterol elevado”. Isto porque “há pessoas que largam as estatinas e substituem-nas por suplementos alimentares por acreditarem que fazem melhor ao colesterol”, explicou o médico.

A sessão de apresentação da campanha maio, mês do coração contou com a presença do presidente da FPC, Manuel Carrageta, que apresentou alguns dados de prevalência sobre o colesterol, do vereador da Câmara Municipal da Lisboa, Ricardo Robles, que apresentou algumas das parcerias da autarquia no âmbito da saúde – nomeadamente o reforço ao nível dos cuidados de saúde primários (CSP), com a construção até 2020 de 14 novos centros de saúde –, e do vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza, que destacou a “lição permanente de tenacidade/teimosia e de serviço ao bem comum” da FPC.

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Editorial
Rui Nogueira
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“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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