Investigador português defende uso de inteligência artificial na Saúde
DATA
30/04/2018 11:44:04
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Jornal Médico
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Investigador português defende uso de inteligência artificial na Saúde

Um investigador da Universidade Católica do Porto, António Jácomo, considera que o uso da inteligência artificial (IA) na Saúde vai possibilitar um diagnóstico “mais precoce, eficaz e assertivo”.

“Um dos grandes problemas na Saúde não é tanto o prognóstico e as terapêuticas, mas sim o diagnóstico”, afirmou o especialista do Instituto de Bioética da Católica-Porto, a propósito da 4.ª edição do ICONE – International Conference on Neuroetchics, uma conferência sobre IA, que decorreu, na semana passada, nesta instituição.

Segundo o especialista, muitas doenças são causadas pela dificuldade na identificação do diagnóstico, que, por vezes, se pode prolongar durantes meses ou anos. Caso a Ciência conseguisse criar uma base de dados ou uma estrutura de IA capaz de originar um “diagnóstico mais fidedigno”, seria possível começar a terapêutica de uma forma “muito mais assertiva e com melhores resultados” relativamente à qualidade de vida dos doentes.

"Neste momento, o verdadeiro avanço prende-se aos mega-computadores, que podem ser ótimos auxiliares na área do diagnóstico, pela sua capacidade em realizar análises comparativas de todos os meios auxiliares de diagnóstico, obtendo, depois, um diagnóstico mais assertivo", referiu.

No entanto, o investigador está ciente que a introdução deste mecanismo na Medicina poderá suscitar algum receio. Caso os humanos pretendam “as máquinas poderão fazer todo o trabalho”, sublinhou.

Ainda assim, o professor acredita que os profissionais de saúde vão continuar a desempenhar um papel primordial na Medicina, basta que os novos profissionais de saúde e a nova medicina se preparem cada vez melhor, a todos os níveis, para que “continuem a dominar a máquina”.

"O nosso trabalho, no Instituto de Bioética e noutros grupos ligados a questões da ética, é chamar a atenção de que, no final, o grande ordenador de todo este recurso tem que ser sempre o profissional de saúde", frisou.

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Editorial | Jornal Médico
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