PEV denuncia existência de resíduos hospitalares a céu aberto
DATA
30/04/2018 15:35:05
AUTOR
Jornal Médico
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PEV denuncia existência de resíduos hospitalares a céu aberto

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) denunciou hoje a existência de resíduos hospitalares a céu aberto no terreno onde decorrem as obras de construção do novo Centro de Saúde (CS) de Nisa, distrito de Portalegre.

O deputado do PEV, José Luís Ferreira, questionou o Ministério da Saúde (MS) acerca desta situação, através de uma pergunta entregue na Assembleia da República e, hoje, enviada à agência Lusa. Nesta, os ecologistas questionaram o MS sobre quais as “medidas urgentes” que “pondera adotar para que estes resíduos sejam tratados devidamente, dando cumprimento à legislação”.

“Os Verdes” referem que os resíduos hospitalares foram detetados, desde o dia 23 de abril, no local da construção do novo CS de Nisa, junto ao antigo Hospital da Misericórdia. Trata-se de uma obra da responsabilidade da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).

O PEV afirma ter tomado conhecimento deste caso através dos eleitos locais da CDU de Nisa. Os ecologistas explicaram que os resíduos hospitalares “estariam enterrados” no local, contudo, após a intervenção das máquinas, ficaram dispersos pela área da obra, “meio enterrados e meio a céu aberto”.

“Esta é uma situação grave de saúde pública e ambiental, que revela um grande incumprimento da legislação portuguesa relativa ao tratamento dos resíduos hospitalares, colocando em causa não só os trabalhadores da obra, mas todos quanto possam circular ali perto”, lê-se na pergunta do PEV.

Uma vez que a obra não foi interrompida, “consideramos que há um sério risco dos resíduos hospitalares agora detetados serem novamente enterrados, sem que haja o devido encaminhamento e tratamento dos mesmos”, alertam os ecologistas.

O novo CS de Nisa representa um investimento de 1,5 milhões de euros, sendo que 85% são comparticipados por fundos comunitários. De acordo com a ULSNA, o novo espaço, cuja abertura está prevista para finais de 2019, deverá dar resposta a cerca de sete mil utentes.

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