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Óbitos de crianças menores de 1 ano com valor mais baixo de sempre
DATA
30/04/2018 15:43:30
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Óbitos de crianças menores de 1 ano com valor mais baixo de sempre

No último ano, Portugal registou o valor mais baixo desde que há registo de óbitos de crianças com menos de 1 ano, segundo as “Estatísticas Vitais” do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgadas.

De acordo com estes dados, em 2017, registaram-se 226 óbitos de crianças com menos de 1 ano (menos 56 do que o valor registado em 2016). A taxa de mortalidade infantil (MI) foi de 2,6 óbitos por mil nados-vivos (3,2 em 2016), a segunda mais baixa observada em Portugal. O valor mais baixo desta taxa registou-se em 2010, com 2,5 óbitos infantis por mil nados-vivos.

Em 2016, Portugal ocupava a 12.ª posição no ranking dos países da União Europeia, com uma taxa de MI de 3,2%, abaixo da média europeia de 3,6%. A estatística do INE releva ainda que a população em Portugal diminuiu em 2017, pelo nono ano consecutivo, dado que o número de mortes continua a ser superior ao de nascimentos.

Em 2017, nasceram com vida (nados-vivos) 86.154 crianças de mães residentes em Portugal, menos 972 crianças comparativamente ao ano anterior, o que representa um decréscimo de 1,1%. Destes, 44.072 eram do sexo masculino e 42.082 do sexo feminino.

De salientar também que, no ano passado, a proporção de nados-vivos nascidos “fora do casamento” aumentou para 54,9% (52,8% em 2016 e 41,3% em 2010), representando, pelo terceiro ano consecutivo, mais de metade do total de nascimentos.

Do total de nascimentos, 65,4% diziam respeito a mães com idades entre os 20 e os 34 anos, 32,1% a mães com 35 e mais anos e 2,5% a mães com menos de 20 anos.

Entre 2010 e 2017, registou-se um decréscimo de 1,5 pontos percentuais na proporção de nascimentos cujas mães tinham idades inferiores a 20 anos e, também, um decréscimo de 8,8 pontos percentuais na proporção de nascimentos relativos a mães com idades entre os 20 e os 34 anos de idade. Em contrapartida, registou-se um aumento de 10,3 pontos percentuais na proporção de nados-vivos de mães com 35 e mais anos de idade.

Já quanto aos óbitos de pessoas residentes em território nacional, os dados revelam que morreram 109.586 pessoas, o que representa uma redução de 0,9% (menos 987 óbitos) face a 2016. Destes, 54.987 foram de homens e 54.599 de mulheres.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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