SPC lança campanha “Coração Capaz” para alertar sobre as doenças cardiovasculares
DATA
04/05/2018 11:02:44
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Jornal Médico
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SPC lança campanha “Coração Capaz” para alertar sobre as doenças cardiovasculares

A propósito da efeméride “maio, mês do coração”, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lançou a campanha “Coração Capaz”, cujo objetivo é alertar os portugueses para os perigos das doenças cardiovasculares (DCV).

As DCV continuam a liderar a lista de causas de morte no nosso país, representando cerca de 30% da mortalidade total. Mais de metade das pessoas entre os 18 e os 79 anos (55%) têm pelo menos dois fatores de risco associados ao desenvolvimento de doenças do foro cardiovascular. Um dado que, de acordo com a SPC, é “bastante alarmante”.

Uma vez que, em Portugal, metade da população tem excesso de peso e o sedentarismo atinge níveis elevados é imprescindível cultivar hábitos alimentares saudáveis, bem como fomentar uma cultura de exercício físico como parte integrante da rotina diária.

É também fundamental que as pessoas percebam o perigo que o tabaco representa para a saúde, não só dos próprios fumadores, mas também de todos aqueles que inalam passivamente o fumo. O fumo passivo afeta sobretudo crianças e pessoas cujo sistema imunitário se encontra debilitado. Estima-se que, atualmente, 25% da população portuguesa seja fumadora.

O estilo de vida está intimamente relacionado com a saúde cardiovascular e é por isso que se torna tão importante combater estes fatores de risco, bem como todos os problemas que acarretam, nomeadamente a diabetes mellitus, que afeta 13% dos portugueses, a hipertensão arterial (40%) e o colesterol (30%).

Uma das atuais prioridades da Cardiologia nacional é a insuficiência cardíaca, que afeta 13% da população portuguesa com idade compreendida entre os 70 e os 79 anos, e continua a aumentar de dia para dia. Esta tendência precisa de ser contrariada, caso contrário, em 2030, estima-se que terá atingido 33% dos portugueses.

Neste sentido, é fundamental que todos os portugueses saibam os riscos que correm e que percebam que existem fatores de risco passíveis de ser evitados e controlados, como por exemplo a obesidade, caso adotem estilos de vida mais saudáveis.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.