Hospital Egas Moniz pioneiro no tratamento da dor crónica
DATA
04/05/2018 11:22:32
AUTOR
Jornal Médico
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Hospital Egas Moniz pioneiro no tratamento da dor crónica

O Hospital Egas Moniz, em Lisboa, foi o primeiro centro hospitalar do país a disponibilizar um sistema inovador de neuroestimulação com elétrodo cirúrgico, que inclui o implante mais pequeno do mundo de estimulação da espinal medula (EME), para o tratamento de vários tipos de dor crónica.

Este tratamento consiste no implante de um dispositivo sob a pele do doente que distribui impulsos elétricos, através de um elétrodo colocado no espaço epidural ou noutra zona da coluna, de forma a bloquear os estímulos enviados para o cérebro.

“A dor crónica é uma condição muito prevalente na população, com um impacto muito negativo na vida dos doentes uma vez que afeta todos os aspetos da sua vida – relações interpessoais, produtividade no trabalho e tarefas do quotidiano. Apesar disso, continua a ser uma condição subvalorizada, subreconhecida e subtratada”, explicou a neurocirurgiã do Grupo Neuromodulação para o Tratamento da Dor Crónica do Hospital Egas Moniz, Carla Reizinho.

O novo tratamento vem dar resposta à necessidade de uma maior bateria do dispositivo, o que permitirá melhorar significativamente a qualidade de vida dos doentes. Além disso, a partir de agora, já é possível carregar o dispositivo na totalidade apenas durante uma hora.

“Este sistema em particular, além de proporcionar aos doentes os benefícios da estimulação medular, fomenta a melhoria na comunicação médico-doente através da monitorização das atividades diárias, postura corporal e tratamentos administrados, permitindo ter uma visão mais objetiva da mobilidade e do progresso do doente, por forma a garantir um tratamento mais personalizado e adaptado às necessidades específicas do mesmo”, concluiu a especialista.

Estudos publicados demonstraram que a utilização de EME, em alguns doentes com dor crónica previamente identificados, pode proporcionar um alívio da dor a longo prazo.

A possibilidade de realizar ressonâncias magnéticas é outra das grandes inovações deste dispositivo, uma vez que grande parte dos doentes tem de realizar este exame de diagnóstico cinco anos após o implante.

A estimulação do nervo periférico (ENP) também pode provocar o alívio da dor associada à lombalgia, reduzir a incapacidade relacionada com a dor, bem como reduzir a necessidade de toma de medicamentos. A neuroestimulação é uma alternativa ao tratamento da dor face ao problema de saúde pública associado ao uso excessivo de opioides.

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Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
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No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: