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UM cria “nova abordagem terapêutica” para reverter lesões na medula
DATA
07/05/2018 15:54:20
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Jornal Médico
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UM cria “nova abordagem terapêutica” para reverter lesões na medula

Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho (UM) conseguiu reverter os efeitos provocados por lesões na espinal medula, ao desenvolver uma “nova abordagem terapêutica” que mostrou melhorias significativas ao nível motor e ajudou na redução da inflamação.

Através de um comunicado divulgado hoje a UM explicou que os resultados foram baseados num estudo realizado em ratos com lesões moderadas na espinal medula, tendo sido possível “induzir a reparação da lesão e mostrar melhorias significativas no comportamento motor dos animais, para além de ajudarem na redução da inflamação”, usando a “transplantação conjunta de dois tipos de células (células estaminais do tecido adiposo e células gliais do bolbo olfativo)”.

Segundo a UM, o próximo passo da “nova abordagem terapêutica” será testar este tipo de estratégia em animais de maior porte num contexto clínico veterinário, com o intuito de conseguir obter dados que possibilitem, no futuro, a passagem para um estudo experimental em humanos.

“Para este tipo específico de lesões (hemi-secção torácica), a transplantação celular sem qualquer tipo de tratamento complementar foi suficiente para obter resultados positivos, o que acaba por ser a grande novidade deste trabalho e revela o potencial desta estratégia”, sublinha o coordenador do estudo, António Salgado.

A UM adiantou ainda que António Salgado e a respetiva equipa tinham conseguido reverter lesões severas em modelos animais através da combinação de duas terapêuticas. “A transplantação de células estaminais e o uso de biomateriais, ou seja, materiais que vão ser aplicados com uma função biológica. Os investigadores trabalham com um biomaterial semelhante a um gel que armazena células na sua estrutura e que são injetadas na espinal medula”, lê-se no comunicado.

Os investigadores quiseram “ver o que acontecia sem usar biomateriais num modelo menos severo”, isto é, “em modelos que não sejam tão graves do ponto de vista de impacto nas lesões da espinal medula, a transplantação de células sem utilização de biomateriais é, por si só, suficiente”.

Para a instituição, este trabalho de investigação “vem comprovar que lesões diferentes requerem abordagens diferentes e que o sucesso das terapêuticas está muito dependente do grau de lesão existente”.

Por sua vez, “as lesões que afetem a espinal medula comprometem seriamente a capacidade motora e sensorial dos pacientes” e “as consequências secundárias da lesão, associadas à baixa capacidade de regeneração do tecido nervoso, fazem com que ainda hoje não haja tratamento para este tipo de lesões”.

Os dados desta investigação encontram-se destacados na capa da edição de maio da revista Stem Cells, resultando de uma parceria das universidades de Coimbra, Tulane e Thomas Jefferson.

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Editorial
Rui Nogueira
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