LPCC preocupada com hipótese de lista de espera nos tratamentos com cancro
DATA
10/05/2018 10:34:29
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Jornal Médico
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LPCC preocupada com hipótese de lista de espera nos tratamentos com cancro

O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) mostrou-se, hoje, muito preocupado com a hipótese de o Hospital de Santa Maria vir a ter uma lista de espera para tratar doentes oncológicos devido à falta de espaço e de meios humanos.

A hipótese foi colocada em cima da mesa, hoje, pelo diretor do serviço de Oncologia do Santa Maria, em Lisboa, que numa entrevista à rádio TSF afirmou, que já na semana passada, adiou tratamentos por falta de meios para responder à crescente procura.

“O adiamento de tratamentos e o aumento das listas de espera de cirurgia [oncológica] pode fazer a diferença entre uma cura e uma sobrevivência pequena e com má qualidade de vida”, disse o presidente da LPCC, Vítor Veloso, em declarações à agência Lusa.

O responsável frisou ainda que esta situação resulta da falta de alocação de meios para a crescente procura, provocada pela possibilidade de o doente poder escolher o hospital onde quer ser tratado. Por outro lado, o presidente da LPCC considera que esta situação poderia ser revertida caso os hospitais do interior tivessem meios para receber os doentes oncológicos.

“Os hospitais do interior, que poderiam perfeitamente tratar [estes doentes], deviam ser devidamente apetrechados não só em recursos humanos, mas em material pesado. Isto desviaria os doentes de acorrerem aos hospitais mais especializados que têm tratamentos de ponta”, afirmou.

Para Vítor Veloso, “o facto de o doente poder escolher o hospital é altamente vantajoso. O erro que se tem vindo a cometer (…) é a falta de alocação de meios. É que 80% de todos os serviços especializados de oncologia estão junto ao litoral”.

O presidente da LPCC sublinhou também a “incapacidade do Ministério da Saúde libertar verbas” para contratar mais profissionais de Saúde, uma vez que “o Ministério das Finanças não desbloqueia essas verbas”.

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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