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Greve dos médicos: Terceiro dia regista adesão global superior a 85%
DATA
10/05/2018 15:40:08
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Greve dos médicos: Terceiro dia regista adesão global superior a 85%

O terceiro e último dia da greve nacional dos médicos regista, até agora, uma adesão global superior a 85%, um “balanço extraordinariamente melhor que ontem”, segundo os dois sindicatos que a convocaram.

Em conferência de imprensa ao início da tarde, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) mostraram-se admirados com o aumento do número de médicos em greve.

“Os blocos continuam com adesão quase a 100%, aumentou imenso a participação na greve dos médicos nas consultas externas dos hospitais, tanto dos grandes como dos pequenos centros. Aumentou também a participação dos médicos de família em todas as unidades de norte a sul do país”, referiu o presidente da FNAM, João Proença.

O responsável sindical fez questão de saudar os médicos que “participaram na jornada” e de recordar que os “120 milhões de euros”, gastos nas empresas de trabalho temporário, deveriam ser aplicados em hospitais ou centros de saúde.

Já o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, acusou o Governo de ter feito “um simulacro de negociação”, que derivou nesta greve “incómoda para os utentes”.

“Estando num país democrático não me passa pela cabeça que um governo do Partido Socialista, apoiado pelos partidos que o apoiam no parlamento, não negoceie com os sindicatos. Esta insensibilidade em relação aos problemas das pessoas mais frágeis é confrangedora. De facto, é lamentável este tipo de atitude, mas vamos acreditar que a partir do primeiro minuto do dia de amanhã [sexta-feira] haja matéria para negociar”, afirmou.

Para Roque da Cunha, a forte adesão dos médicos a esta paralisação, bem como a opinião dos utentes em relação à greve “ultrapassaram as expectativas” e reforçaram a “capacidade negocial”.

Recorde-se que a greve nacional dos médicos, iniciada na terça-feira, às 00:00, termina hoje, às 23:59. Uma paralisação que os sindicatos consideram ser pela “defesa do SNS” e o respeito pela dignidade da profissão médica.

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Editorial
Rui Nogueira
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