Porto pretende abrir Banco de Leite Humano até ao final do ano
DATA
18/05/2018 10:23:00
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Jornal Médico
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Porto pretende abrir Banco de Leite Humano até ao final do ano

A região do Porto está empenhada em reunir condições para abrir um Banco de Leite Humano até ao final do ano, e, em Lisboa, este serviço vai passar a cobrir mais quatro hospitais.

O pediatra Israel Macedo, responsável pelo Banco de Leite Humano do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Maternidade Alfredo da Costa (CHLC - MAC), o único banco de leite no nosso país, disse que a necessidade de um banco de leite no Porto é “clara” e que já “estão na fase de arranjar meios financeiros”.

“No Porto é preciso um banco de leite. Temos [nos hospitais] unidades tipo 3, muitos bebés prematuros, claramente aí é necessário. Há muitos bebés imaturos. (…) Portanto, claramente no Norte é preciso”, referiu, em declarações à agência Lusa.

Israel Macedo explicou ainda que, a propósito do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, efeméride assinalada no sábado, estão a decorrer reuniões na Direção-Geral da Saúde (DGS) no âmbito da alimentação de crianças onde “entra o problema do número de bancos de leite a nível nacional”.

O especialista deixou ainda em aberto a hipótese da criação de um banco de leite que sirva a zona norte e centro, onde se inserem os hospitais de Coimbra que “registam um grande número de cirurgias a crianças” e, como tal, podiam beneficiar também do “leite de dadora” na recuperação.

Já em relação à expansão do serviço na área de Lisboa, o pediatra referiu que, desde a sua criação, o banco fornece leite materno ao Hospital Dona Estefânia e ao Hospital Amadora-Sintra estando a dar-se “passos sólidos” para que o fornecimento seja alargado ao Hospital Santa Maria, Garcia de Orta e São Francisco Xavier.

Note-se que, desde a criação do Banco de Leite Humano CHLC – MAC, em 2009, “mais de 200 mulheres foram dadoras”, estando atualmente ativas cerca de 15. O banco processa “em média 200 litros de leite” o que permite alimentar “uma média de 150 bebés por ano”.

O leite materno permite “diminuir as infeções intestinais graves”, fornecer gorduras e proteínas mais adequadas que fazem com que “o cérebro se desenvolva melhor” e tem também um “papel anti-inflamatório”.

Por outro lado, “quando se faz ressonância magnética a estas crianças encontram-se cérebros mais desenvolvidos do que os das crianças que são alimentados com leite artificial”, exemplificou o Israel Macedo.

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Editorial | Jornal Médico
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