António Arnaut: Costa sublinha perda de “grande referência da causa pública”
DATA
21/05/2018 17:30:53
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



António Arnaut: Costa sublinha perda de “grande referência da causa pública”

O primeiro-ministro, António Costa, considera que Portugal perdeu “uma grande referência da causa pública” com a morte “do ‘pai’ do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, António Arnaut”, que faleceu hoje em Coimbra, aos 82 anos.

"Portugal perdeu aquele que é o ‘pai’ do nosso SNS, uma grande referência como governante, como deputado e democrata, como grande defensor da causa pública e que nos legou algo que é precioso e que é, seguramente, algo de mais importante que o 25 de Abril nos deixou, que é podermos ter um Serviço Nacional de Saúde que assegura acessibilidade universal tendencialmente gratuita para todos, independentemente das suas possibilidades económicas", sublinhou António Costa.

À chegada ao aeroporto da Madeira, onde foi encerrar a cerimónia do Dia do Empresário Madeirense, organizado pela Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), o primeiro-ministro afirmou ainda que “infelizmente, mesmo aqueles que são ‘pais’ do SNS não deixam de poder ser vítimas da doença e ele bateu-se por ela durante muitos anos”.

“Infelizmente, ela [a doença] hoje ganhou essa luta, mas sei que ele parte com uma vontade muito grande que continuemos o combate de toda a vida e, em particular, na preservação e na valorização do nosso SNS”, acrescentou.

António Arnaut nasceu na Cumeeira, Penela, distrito de Coimbra, a 28 de janeiro de 1936. Até agora, ainda não se sabe a causa de morte, apenas é sabido que o advogado, de 82 anos, estava internado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

Mais lidas