Jornal Médico Grande Público

Doenças circulatórias e tumores responsáveis por mais de metade das mortes em 2016
DATA
22/05/2018 15:20:45
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Doenças circulatórias e tumores responsáveis por mais de metade das mortes em 2016

Em 2016, as doenças do aparelho circulatório e tumores malignos foram responsáveis por mais de metade das 110.970 mortes registadas em Portugal, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

As doenças circulatórias mataram mais mulheres, fazendo 32.805 vítimas (55,1%), do que homens, com idade média de morte situada nos 81,1 anos.

Face a 2015, registou-se uma pequena descida de 0,2%, mas mesmo assim perderam-se 47.923 potenciais anos de vida para as doenças circulatórias.

Quanto às “Causas de Morte 2016”, os números do INE traduzem um aumento de 2,7% nas mortes por tumor maligno em relação ao ano de 2015, subindo para 27.357, com idade média de 73,1 anos e custando 111.072 potenciais anos de vida perdidos para as doenças.

De salientar que os tumores malignos da traqueia, brônquios, pulmão e os do cólon, reto e ânus foram os mais mortíferos, tirando a vida a mais de 8.000 pessoas.

As doenças do aparelho respiratório fizeram 13.474 mortes em 2016, mais quatro do que no ano anterior, atingindo mais os homens (52,2%), e em 9,9% dos casos, antes dos 70 anos, custando 14.963 anos potenciais de vida.

Note-se que mais de 36% das mortes aconteceram antes dos 70 anos. Embora maioria tinha sido causada por doenças, 4,4% das mortes aconteceram por “causas externas de lesão e envenenamento”, 2,6% por acidentes e 0,9% por suicídio.

Os 981 suicídios em 2016 representaram uma descida de 13,3% em relação ao ano anterior. 

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

news events box

Mais lidas