IPO vai recorrer a privados para reduzir lista de espera em mamografias
DATA
25/05/2018 14:08:17
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Jornal Médico
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IPO vai recorrer a privados para reduzir lista de espera em mamografias

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa vai recorrer aos privados para reduzir a lista de espera em mamografias.

Esta informação foi avançada, hoje, pelo administrador do IPO de Lisboa, Francisco Ramos, que admitiu que existem dificuldades em realizar “no melhor prazo” mamografias de seguimento a mulheres que estão há mais de cinco anos sem a doença e que devem realizar um exame anual.

“Estamos com seis meses de atraso para as mamografias das mulheres que tiveram o seu diagnóstico há mais de cinco anos. Estamos a tentar organizar as equipas para aumentar essa capacidade. E para resolver de forma mais rápida esse acumulado de atrasos, vamos temporariamente comprar serviços ao exterior e com isso reduzir de forma rápida esse atraso”, afirmou Francisco Ramos.

O responsável espera que durante o próximo mês seja possível começar a encaminhar para os privados algumas destas doentes, que devem abranger cerca de 400 casos. De qualquer forma, o médico sublinha que o IPO irá continuar a responsabilizar-se e a acompanhar “todos os seus doentes em todas as fases da doença”.

Em relação às mamografias anuais após os cinco anos de sucesso de tratamento da doença, o IPO de Lisboa vai continuar a garantir os exames, embora reconheça os atrasos.

Dentre de dois ou três anos, o administrador assume que é provável que o IPO tenha de comprar um novo equipamento para ter capacidade de responder a toda a procura.

Segundo Francisco Ramos, o instituto realiza “milhares de mamografias por mês” tendo, por norma, “capacidade de fazer todos os seus exames de diagnóstico e terapêutica”.

Por sua vez, os atrasos registados devem-se sobretudo ao aumento do número de doentes. “Todos os anos temos 800 a 900 novas mulheres que atingem os cinco anos de tratamento e precisam de fazer mamografia anual”, nota.

A prioridade clínica tem sido realizar exames para doentes no início dos seus tratamentos, para verificar a evolução da doença.

Tendo em conta o aumento de doentes sobreviventes e com necessidade de acompanhamento, o IPO tem ainda em curso um projeto que pretende fazer com que as mulheres, que ao fim de cinco anos não têm sintomas, passem a ser seguidas nos centros de saúde, sempre em articulação com este instituto.

“Não é uma decisão administrativa. É um trabalho técnico e clínico”, assegurou.

De salientar que o IPO de Lisboa recebe mais de seis mil novos doentes com cancro e mantém em seguimento 57 mil pessoas. Dos seis mil novos casos, mais de mil são mulheres com cancro da mama.

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Editorial | Jornal Médico
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