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Portugal participa em campanha internacional de insuficiência cardíaca
DATA
28/05/2018 15:19:15
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Portugal participa em campanha internacional de insuficiência cardíaca

Portugal vai integrar o Acting on Heart Failure, uma campanha de sensibilização para a insuficiência cardíaca (IC), liderada por 21 associações de doentes de todo o mundo e que decorre em 40 cidades, no âmbito da iniciativa “maio, mês do coração”.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) e a Associação de Apoio a Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC) são as instituições nacionais que abraçam esta campanha internacional, cujo objetivo passa por tornar a patologia uma prioridade ao nível da política e da saúde, bem como sensibilizar a população para o impacto desta doença.

A cidade de Lisboa integra o leque das 40 cidades envolvidas e encerra o programa de atividades a nível mundial, através de um ciclo de sessões de esclarecimento para a população sénior. Note-se que este projeto conta com o apoio das câmaras municipais e da Novartis.

A primeira sessão decorre já esta quarta-feira, dia 30 de maio, às 11:00, na Universidade Internacional, em Benfica, contando com a intervenção de profissionais de saúde e doentes.

Segundo o presidente da FPC, Manuel Carrageta, “não existe cura para a insuficiência cardíaca e esta é considerada a principal causa de hospitalização em pessoas com mais de 65 anos”.

“É preciso mudar o paradigma da doença em Portugal e no mundo, uma vez que cerca de 50% dos doentes morrem aproximadamente cinco anos após o diagnóstico. Com este projeto, esperamos mobilizar as entidades políticas e conseguir contribuir para inverter estas estatísticas, que são uma preocupação constante para a FPC”, frisou.

O presidente da AADIC, Vicente Moura, também considera que a IC "tem sido uma condição amplamente negligenciada e subvalorizada nas políticas de saúde. O acompanhamento destes doentes nos cuidados de saúde primários representa para a economia nacional um custo médio anual de 552€ por doente”.

Vicente Moura acredita que esta iniciativa mundial, “ganha força para pressionar as entidades governamentais e implementarem medidas que contribuem para melhorar a qualidade de vida destes doentes e simultaneamente baixar a carga económica que a doença acarreta”.

De salientar que esta patologia atinge 60 milhões de pessoas em todo o mundo e meio milhão em Portugal.

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Editorial
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