Francisco George diz que mortalidade prematura em Portugal “tem de ser corrigida”
DATA
29/05/2018 10:38:55
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Francisco George diz que mortalidade prematura em Portugal “tem de ser corrigida”

O presidente da Cruz Vermelha e antigo diretor-geral da Saúde, Francisco George, alertou para o número significativo de portugueses que não chega aos 70 anos, considerando que este problema deve ser corrigido.

"Estamos perante este problema do envelhecimento, mas, antes disso, temos um problema de mortalidade prematura que tem de ser corrigida", afirmou Francisco George, ontem, durante o Congresso Internacional sobre o Envelhecimento, em Coimbra.

Francisco George salientou que o organismo do ser humano “não está preparado para ser confrontado com a pastelaria de hoje”, afirmando que todos “temos os mesmos genes do Vasco da Gama”, a diferença é que hoje há produção industrial de cigarros e um consumo de açúcar excessivo, notou.

Segundo o antigo diretor-geral da Saúde, mais de 20% da população não chega aos 70 anos, realçando a quantidade de anos "potenciais de vida perdidos", em que as causas de mortes estão sobretudo relacionadas com o cancro e doenças cardio e cérebro-vasculares.

"Um em cada cinco portugueses não ultrapassa os 70 anos. Isto é grave. É um sinal que tem de ser corrigido", vincou, sublinhando que é fundamental seguir conselhos há muito defendidos, como praticar mais exercício físico, ter uma alimentação equilibrada e não fumar.

Francisco George referiu ainda que o envelhecimento "não é um fenómeno novo" na sociedade, sendo que "resulta das políticas públicas que foram sendo conduzidas nos últimos 100 anos".

"Os governantes não têm desculpa para dizer que estamos perante este problema e que não sabemos o que fazer. Sabemos é que se não fizermos nada teremos menos três milhões de portugueses, dentro de duas gerações", alertou.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

Mais lidas