DGS: Campanha antitabágica dirigida a jovens mulheres
DATA
01/06/2018 10:35:23
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Jornal Médico
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DGS: Campanha antitabágica dirigida a jovens mulheres

A diretora-geral da Saúde explicou que a campanha antitabágica, que a deputada socialista Isabel Moreira classificou de “misógina e culpabilizante das mulheres”, visa diminuir o consumo de tabaco nas mulheres jovens, uma vez que são quem está a fumar mais.

A campanha “Uma princesa não fuma” mostra o relacionamento entre uma mãe fumadora e uma filha e começou a ser exibida esta quarta-feira, dia 30 de maio, no mesmo dia em que a deputada socialista Isabel Moreira defendeu que o Ministério da Saúde deveria retirar o vídeo.

“Espero que o Ministério da Saúde retire a campanha, que é uma campanha misógina e culpabilizante das mulheres”, afirmou a deputada.

Confrontada com estas críticas, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que esta campanha do Ministério da Saúde é dirigida a um público alvo: as mulheres jovens. Isto porque “é nesta parte da população que o consumo de tabaco está a aumentar, em vez de diminuir”, explicou.

Segundo Graça Freitas, a campanha tem um enquadramento epidemiológico que são as mulheres adolescentes, porque são as que estão a fumar mais.

Quanto ao slogan “opte por amar mais”, a diretora-geral da Saúde esclareceu que se refere ao bem-estar, ao amor à vida e não a terceiros. “Queremos, desejamos que o consumo do tabaco se reduza”, adiantou.

De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de tabaco é responsável por 10,6% das mortes em Portugal, o que significa que o tabaco mata um português a cada 50 minutos, sendo que as mulheres estão a adoecer e a morrer mais por doenças associadas ao tabaco.

O relatório das doenças oncológicas, publicado em 2017, destacou o aumento de 15% da mortalidade no sexo feminino, entre 2014 e 2015, por tumores malignos de traqueia, brônquios e pulmão.

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Editorial | Jornal Médico
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