Novo cartão pretende melhorar comunicação entre estrangeiros e serviços de emergência
DATA
01/06/2018 18:09:22
AUTOR
Jornal Médico
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Novo cartão pretende melhorar comunicação entre estrangeiros e serviços de emergência

A Associação Safe Communities Portugal (ASCP) está a desenvolver um cartão de identificação de emergência dirigido a turistas e residentes estrangeiros, para melhorar o processo de comunicação com os serviços de emergência.

O objetivo passa por fornecer informações adicionais, como a medicação, as alergias e doenças atuais das vítimas, facilitando o tratamento médico de emergência efetuado pelos socorristas, explicou o presidente da associação à agência Lusa.

O antigo consultor da Interpol e da Agência das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime (UNODC), David Thomas, falava à margem das Jornadas de Turismo em Segurança, um evento realizado, hoje, na Universidade do Algarve, em Faro.

"Em discussões com os técnicos do INEM, concluímos que havia ocasiões em que era difícil estabelecer a condição médica da vítima de um acidente de viação, que pode ser um turista ou até um residente", explicou o presidente da Safe Communities.

Para o responsável, o atendimento e tratamento "podem demorar mais tempo" porque, por vezes, a informação que as vítimas têm consigo não é suficiente para ajudar os socorristas.

"Este cartão acelerará o processo de comunicação entre as duas partes, tornando-o mais eficiente. Pode ser uma ajuda muito importante para os primeiros técnicos do INEM no local ou até para os agentes policiais", sublinhou.

O cartão deverá estar disponível, para download, nos sites da associação e das forças de segurança, para que os interessados o possam transferir, preencher, plastificar e ter sempre em sua posse.

O projeto, promovido em parceria com INEM, GNR e PSP, "está prestes a ser aprovado" pelas várias instituições, mas David Thomas espera que "possa estar disponível no verão".

A ASCP está também a desenvolver, em conjunto com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, uma série de novos folhetos informativos, em várias línguas estrangeiras, disponíveis para turistas e residentes.

O objetivo passa por identificar e fornecer conselhos relativamente a crimes emergentes que podem afetar os turistas de férias em Portugal ou criar uma maior sensibilização para questões de segurança pública, como incêndios rurais.

"Fomos bem aceites pelas forças de segurança e pelas instituições relacionadas. Isso fica evidente pelo facto de já termos 11 protocolos de colaboração com várias entidades. Elas reconhecem o nosso valor", assegurou David Thomas, lembrando que o último destes acordos foi assinado, este ano, com o Ministério da Administração Interna.

David Thomas classifica o Algarve “como um dos sítios mais seguros da Europa”, como tal “quer continuar a trabalhar para o manter assim e, se possível, melhorar”, evitando “um eventual relaxamento pelo facto de a taxa de criminalidade ter diminuído 19,3% na região nos últimos cinco anos”.

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