Madeira: Serviço de Saúde precisa do dobro de anestesistas
DATA
06/06/2018 10:10:54
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Jornal Médico
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Madeira: Serviço de Saúde precisa do dobro de anestesistas

A falta de anestesistas é a principal carência do Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram), que conta apenas com 21 destes especialistas quando precisava do dobro, revelou, hoje, o secretário regional com a tutela.

“Ainda não estamos a cumprir o rácio para a nossa população e continuamos a trabalhar no sentido de aliciar novos colegas de anestesia para virem trabalhar para a Região Autónoma da Madeira”, afirmou Pedro Ramos, à margem da cerimónia de homenagem a 17 doutorados do Sesaram.

Segundo o governante esta é uma realidade semelhante à realidade nacional, tal como comprovam os Censos 2017 de anestesistas recentemente publicados, apontando que “cerca de um terço destes especialistas trabalham nos hospitais privados”.

“As nossas dotações nesta especialidade ainda estão muito aquém das expectativas”, afirmou.

Pedro Ramos salientou que o Sesaram tem trabalhado “no sentido de colmatar as lacunas nesta área”, nomeadamente “tentando contratualizar, abrindo concursos para especialistas para virem imediatamente trabalhar para a Madeira e abrindo vagas para virem trabalhar na região”.

“Neste momento, temos uma boa relação com o Colégio de Especialidade de Anestesia e a Sociedade Portuguesa de Anestesia e continuaremos a trabalhar para que no mais curto período de tempo esta especialidade possa ter os rácios que a população exige”, sustentou.

O responsável da Saúde do arquipélago realçou que esta é atualmente a “área com maior carência no país e na região, porque a anestesia não se resume ao bloco operatório, é transversal a toda uma unidade de saúde hospitalar diferenciada”.

O governante destacou ainda o bom relacionamento institucional com a Universidade da Madeira, onde são lecionados, desde 2004, os dois primeiros anos do mestrado integrado em Medicina, associado ao Hospital de Santa Maria.

“Queremos progredir e ter aqui [Universidade da Madeira] o terceiro e o sexto ano”, anunciou.

Pedro Ramos falou ainda sobre a boa articulação existente entre a região e “todas as unidades do país”, que é o “resultado da confiança que os restantes hospitais têm para colocar os seus internos a fazerem formação” na Madeira, sendo necessário trabalhar para os médicos quererem permanecer na ilha.

O Hospital da Madeira “está a enfrentar uma nova situação, fruto da instabilidade do Serviço Nacional de Saúde”, porque “o número de vagas não corresponde ao número de candidatos”, explicou o responsável.

Este ano, o Governo Regional da Madeira prevê investir 10 milhões de euros na área da Saúde.

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