Coimbra: Diretores clínicos do IPO rejeitam substituição dos administradores
DATA
07/06/2018 12:04:08
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Coimbra: Diretores clínicos do IPO rejeitam substituição dos administradores

Os diretores clínicos do IPO de Coimbra consideram que a eventual substituição dos administradores desta instituição de saúde implica “uma rutura e um recomeço indesejáveis”.

Tendo “tomado conhecimento que está em curso a substituição do conselho de administração” do IPO de Coimbra, atualmente presidido por Carlos Santos, os responsáveis manifestaram uma “enorme preocupação” com esta mudança, “que parece ter subjacente uma eventual interpretação legislativa”.

“A nomeação de um outro presidente, independentemente das suas características, implica uma rutura e um recomeço indesejáveis, que pode comprometer todas as expectativas que os profissionais acalentaram durante anos, que admitem merecer pelos resultados obtidos e que querem ver cumpridas”, afirmam os diretores clínicos, num comunicado enviado à agência Lusa.

Os responsáveis consideram que esta decisão “frustra ainda as legítimas expectativas dos doentes oncológicos tratados e seguidos” nesta instituição.

“O momento para tal substituição carece de oportunidade e expõe doentes e instituição a uma grande fragilidade, uma vez que se perspetiva, a curto prazo, uma transformação estrutural, relacionada com o plano de investimentos aprovado, e que implica transformações organizacionais impactantes na atividade clínica”, alertam os diretores clínicos.

Segundos os mesmos, o IPO de Coimbra precisa de “um gestor com o perfil que mais se adequa à realidade institucional” e que, para os presentes numa reunião realizada no dia 22 de maio, “é o atual presidente” da administração, Carlos Santos, que recentemente sucedeu a Manuel António.

Para os diretores clínicos, “só com profissionais motivados pode o Serviço Nacional de Saúde cumprir a sua nobre função, (…) todos os dias ameaçada”.

Um dos promotores da iniciativa revelou à agência Lusa que os diretores dos serviços não clínicos e as chefias de enfermagem “enviaram documento com o mesmo teor” ao ministro Adalberto Campos Fernandes.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

Mais lidas