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Presidente da APDP advoga extinção de ARS e fusão de Saúde e Assuntos Sociais
DATA
07/06/2018 16:08:26
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Jornal Médico
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Presidente da APDP advoga extinção de ARS e fusão de Saúde e Assuntos Sociais

O presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) advogou a extinção das atuais Administrações Regionais de Saúde (ARS) e fusão, num só ministério, a Saúde e os Assuntos Sociais.

José Manuel Boavida considera que a Saúde no século XXI não pode ser vista isoladamente, devendo ser encarada “no enquadramento do mundo real” e atendendo às necessidades sociais.

“Há que compreender a ligação intrínseca da saúde às medidas sociais (…). Sou pela fusão do ministério da Saúde com o dos Assuntos Sociais”, afirmou José Boavida, na Convenção Nacional da Saúde, que arrancou, hoje, na Culturgest, em Lisboa.

O médico endocrinologista falou do exemplo da Escócia, que iniciou esta experiência de um ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais há cerca de dois anos, sendo que isso tem permitido, além de uma grande poupança, um tratamento de maior proximidade.

“Ninguém sai do hospital sem ter o retorno do que lhe vai acontecer na sociedade”, exemplificou.

O especialista defendeu a criação de unidades hospitalares de média dimensão, que sejam próximas das comunidades, o que poderia, por exemplo, diminuir o número de reinternamentos.

Para o presidente da APDP é ainda “precisa coragem para acabar com as administrações regionais de Saúde”.

José Manuel Boavida considera que as ARS têm sido um impedimento à autonomia da decisão dos organismos e unidades públicas que estão mais próximas das pessoas.

Defendendo uma proximidade dos serviços à população, o endocrinologista criticou a ausência de representante das autarquias nesta Convenção, dizendo que não percebe como não foram chamadas a intervir, convite que devia ter sido estendido à Segurança Social.

O especialista considerou “absolutamente impensável” que não haja já um médico de família para cada português, entendendo que isto está a base de tudo o resto. “A seguir, tudo desliza para desperdício”, frisou.

O presidente da APDP lamentou ainda que o país tenha “portugueses de primeira e portugueses de segunda”, referindo-se à falta de generalização das unidades de saúde familiares (USF) por todo o país.

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Editorial
Rui Nogueira
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