Cruz Vermelha Portuguesa: Novo serviço de teleassistência para pessoas idosas ou incapacitadas
DATA
08/06/2018 11:21:39
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Jornal Médico
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Cruz Vermelha Portuguesa: Novo serviço de teleassistência para pessoas idosas ou incapacitadas

O Jornal Médico esteve presente na apresentação do serviço de teleassistência “Prosegur – Sempre Consigo”, que resulta de uma parceria entre a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Prosegur Portugal. Trata-se de um serviço de acompanhamento a pessoas idosas ou com doenças incapacitantes, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. O dispositivo, que funciona através de geolocalização, atua em caso de queda ou inatividade, contactando de imediato o cuidador ou familiar de contacto. Além disso, os beneficiários contam ainda com um acompanhamento quinzenal por parte da Central de Teleassistência. Com o objetivo de perceber qual é o papel da CVP, nomeadamente através do serviço de call-center, o Jornal Médico conversou com o ex-diretor-geral da Saúde e atual presidente da instituição, Francisco George.

 JORNAL MÉDICO (JM) | Como é feita a ponte entre os profissionais de saúde e o serviço de call-center que dá resposta aos utentes do serviço de teleassistência “Prosegur – Sempre Consigo”?

FRANCISCO GEORGE (FG) | Na CVP temos uma vasta experiência de utilização do call-center com ligação a médicos no caso de necessidade. O serviço é prestado por médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas que trabalham neste contexto para a CVP. É importante que esta vasta experiência seja agora ampliada, em parceria com a empresa Prosegur, para potenciar a sensação de segurança que é necessário sobretudo para aqueles que são mais idosos, que estão isolados, que vivem com problemas de saúde e que precisam de apoio permanente. Por isso, o dispositivo que transportam é um dispositivo inteligente, fácil de utilizar e que coloca os utentes imediatamente em contacto com o call-center especializado da CVP.

JM | Considera que através deste novo equipamento, os utentes conseguem ter uma resposta mais rápida do que no SNS?

FG | Todos os serviços são complementares uns dos outros, não há fronteira entre o setor público e o setor privado. Nós [CVP] atuamos no setor social, a Prosegur no setor privado e o SNS no setor público do Estado. Portanto, aqui o setor social e o setor do Estado complementam-se e potenciam serviços que naturalmente vão ao encontro das necessidades de quem precisa.

JM | Em média, a CVP dá resposta a quantos utentes?

FG | Temos mais de 300 mil atendimentos por ano na CVP e que agora serão aumentados através deste serviço, com espaço e capacidade instalada para tal.

JM | Quais são os custos associados a este serviço de teleassistência? Esta é uma valência acessível a todos os utentes?

FG | Os valores não são, para a CVP, a principal questão. Essa diz respeito à Prosegur. O que podemos assegurar é que temos mecanismos alternativos de apoio social para quem precisa e quem precisar não deixa de ter acesso ao dispositivo de teleassistência, independentemente da sua condição de rendimento familiar.

Existem mecanismos de apoio social e programas que visam prestar este mesmo acompanhamento, como aliás já acontece nas zonas que foram afetadas pelos incêndios de 2017. Nessas regiões, temos pessoas que não têm capacidade de pagamento, mas que não deixam de ter este serviço instalado.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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