Porto recebe bolsa para estudar lesões ósseas em caso de mieloma múltiplo
DATA
26/06/2018 14:57:28
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Jornal Médico
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Porto recebe bolsa para estudar lesões ósseas em caso de mieloma múltiplo

Um grupo de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) recebeu uma bolsa de 15 mil euros, destinada ao estudo dos mecanismos associados às lesões ósseas causadas pelo mieloma múltiplo, um tipo de cancro maligno.

“O miolema múltiplo é um tipo de tumor maligno, que origina lesões ou perda óssea. Essa perda óssea leva a um aumento do nível de fraturas e a uma diminuição da qualidade de vida dos doentes”, afirmou, em declarações à agência Lusa, a investigadora do i3S, Maria Inês Almeida.

Com o financiamento proveniente da 2.ª edição da Bolsa de Investigação em Mieloma Múltiplo, promovida pela Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), pela Sociedade Portuguesa de Hematologia e pela Amgen Biofarmacêutica, a equipa pretende desenvolver uma nova linha de investigação, de forma a “desvendar os mecanismos subjacentes à doença óssea no mieloma múltiplo”.

"O nosso objetivo é, por um lado, travar o processo de proliferação das células do mieloma, que são malignas, ao mesmo tempo que iremos procurar encontrar terapias para essas lesões ósseas, de forma a aumentar a sobrevida dos doentes e a sua qualidade de vida", explicou a investigadora.

A equipa vai explorar o envolvimento dos microRNA’s - pequenas moléculas que regulam os genes e que estão envolvidas no início e na progressão do mieloma múltiplo - na comunicação entre os diferentes tipos de células existentes no osso, em caso da doença.

As células de mieloma proliferam sem controlo e têm origem na medula óssea, sendo capazes de alterar o microambiente ósseo, causando um aumento da atividade das células responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo. Por sua vez, a reabsorção do tecido ósseo “não é acompanhada pela formação de novo osso, levando, assim, a um desequilíbrio do microambiente ósseo”.

Um dos objetivos do projeto, que está ainda na fase inicial, é utilizar os microRNA’s como ferramentas de diagnóstico, recorrendo a amostras de doentes, analisando posteriormente os níveis de microRNA’s no sangue e na medula óssea.

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