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ARSLVT garante ter rastreio de base populacional ao cancro colorretal
DATA
31/07/2018 11:15:19
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ARSLVT garante ter rastreio de base populacional ao cancro colorretal

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) garante ter rastreio de base populacional ao cancro colorretal, situação denunciada pela Europacolon Portugal.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Europacolon, Vítor Neves, denunciou a “tendência de adiamento do rastreio de base populacional do cancro do intestino”, um rastreio que é “uma atitude preventiva que pode detetar a doença a tempo de ser estabilizada”.

Em resposta, a ARSLVT afirma que “é totalmente falso que não haja na região um rastreio de base populacional”.

“Ele está a decorrer desde o segundo semestre de 2017 e em menos de um ano conseguiu-se implementar o rastreio de base populacional ao cancro colorretal por pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) em 12 dos 15 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES)”, lê-se no comunicado da ARSLVT.

Na mesma nota, a ARSLVT acrescenta que na região de Lisboa até ao final do ano “a cobertura geográfica será de 100%, o que significa nessa altura que todos os ACES da Região estarão a fazer o despiste” e que a ARSLVT tem por objetivo ter até ao final de 2018 o rastreio implementado em 90 ACES, o que, precisa o documento, corresponde ao dobro das atuais.

“Até ao momento foram realizados cerca de 3.800 testes de PSOF no âmbito deste programa aos utentes com critérios de inclusão no rastreio. Esses utentes estão inscritos em 46 unidades de saúde dos 12 ACES acima referidos”, lê-se no comunicado.

Sem referir tempos de resposta ou precisar unidades de saúde, a ARSLVT afirma que todos os envolvidos “nesta iniciativa estão empenhados em melhorar a capacidade de resposta em tempo clínico aceitável para a realização de colonoscopias aos utentes com resultados positivos nos testes de PSOF”, acrescentando que “há inclusivamente uma unidade hospitalar que possui um plano de recuperação em curso para fazer frente às dificuldades anteriormente sentidas”.

A ARS de Lisboa negou, ainda, que não tenha existido na região uma replicação dos projetos pilotos do Norte, afirmando que “há já algum tempo que a ARSLVT abandonou a fase de projeto-piloto e que os passos dados por esta ARS, centros de saúde e hospitais da Região foram passos seguros, tendo em conta a complexidade, bem como a capacidade que esta iniciativa possui na redução da morbilidade e da mortalidade por cancro colorretal”.

De acordo com a Europacolon, os doentes referenciados após o resultado positivo na PSOF aguardam, em média, cinco meses por colonoscopia, quando o “ideal é três semanas”.

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Editorial
Rui Nogueira
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“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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