ARSLVT quer dar médico de família a 350 mil utentes
DATA
31/07/2018 11:56:40
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Jornal Médico
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ARSLVT quer dar médico de família a 350 mil utentes

A partir de hoje, médicos recém-formados em Medicina Geral e Familiar podem concorrer às 195 vagas abertas para 15 Agrupamentos de Centros de Saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Caso todas estas vagas sejam preenchidas, “será possível dar médico de família a cerca de 350.000 utentes da Região”, afirma a ARSLVT em comunicado.

Na mesma nota, a ARSLVT informa que “na Região de Lisboa e Vale do Tejo estão disponíveis 503 lugares para médicos recém-especialistas ou outros que não tenham vínculo contratual ao Serviço Nacional de Saúde, o que inclui vagas para as especialidades hospitalares e de Saúde Pública”.

Para o presidente da ARSLVT, Luís Pisco, “a colocação dos 195 clínicos nos centros de saúde terá um impacto qualitativo significativo na vida de um número considerável de pessoas que só agora poderão usufruir do seu médico de família”.

Luís Pisco salientou, ainda, a importância da abertura de vagas para os cuidados hospitalares, uma vez que os “308 jovens médicos poderão ingressar na carreira hospitalar e de Saúde Pública na Região [Lisboa e Vale do Tejo] serão um importante contributo para o tão desejado reforço de profissionais”.

Note-se o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sintra é o mais carenciado, com um total de 24 vagas, seguindo-se a ACES Arrábida, com 20, e o ACES do Arco Ribeirinho, com 18 vagas.

Recorde-se que a nível nacional, o Ministério da Saúde disponibilizou 1.234 vagas, das quais 378 para os Cuidados de Saúde Primários e 856 para os Cuidados Hospitalares. Em ambos os casos, a ARSLVT reúne mais de metade dos lugares – 51,5% e 58,7% respetivamente.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.