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ARS Algarve realizou três mil rastreios ao cancro do cólon e reto
DATA
01/08/2018 10:55:39
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ARS Algarve realizou três mil rastreios ao cancro do cólon e reto

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve revelou que, entre setembro e julho, encaminhou 95 utentes para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) após testes positivos no âmbito do rastreio do cancro do cólon e do reto.

Os dados revelados pela ARS Algarve dão conta da realização de três mil testes de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF), dos quais 95 casos foram positivos e encaminhados para a unidade hospitalar do CHUA.

“Entre setembro de 2017 e a primeira quinzena de julho foram realizados cerca de 3.000 testes de PSOF no âmbito deste programa de rastreio. Destes, 95 (3,2%) foram positivos e encaminhados para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve para a realização de colonoscopia, cumprindo os prazos clínicos estipulados pelo programa”, quantificou a ARS Algarve.

Durante o mês de julho, foram realizados rastreios do cancro do cólon e reto aos utentes dos concelhos de Faro e de Olhão, ao abrigo “do programa de rastreios que arrancou no mês de setembro de 2017 na região” do Algarve como “projeto-piloto” destinado a “utentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) Ria Formosa, em Faro, e da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) em São Brás de Alportel”.

Estas duas unidades integram o Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Algarve Central, que irá ficar totalmente coberto pelo rastreio até ao final do ano, quando o serviço for alargado aos utentes dos concelhos de Loulé e Albufeira, revelou também a ARS algarvia.

De acordo com a ARS Algarve, os restantes concelhos do distrito de Faro, pertencentes aos “ACeS Sotavento e do ACeS Barlavento, serão progressivamente incluídos no rastreio no início de 2019”.

“Este rastreio, de base populacional, tem como público-alvo homens e mulheres dos 50 aos 75 anos, e tem como objetivo diminuir a morbilidade e mortalidade por cancro do cólon e reto, através da deteção e tratamento precoce das lesões encontradas, com melhoria da eficácia, eficiência da intervenção e da taxa de sobrevivência”, justificou a administração regional.

Já as convocatórias para os rastreios são geridas e monitorizadas pelo “Núcleo de Rastreios da ARS Algarve” e “a leitura dos testes” é feita pelo Laboratório Regional de Saúde Publica do Algarve, Dra. Laura Ayres, localizado no Parque das Cidades, entre Faro e Loulé.

ARS Algarve referiu, ainda, que “todos os utentes com teste de PSOF positivo são encaminhados para realizar a colonoscopia de follow up, no CHUA, até 30 dias após a emissão do resultado”.

Estes procedimentos permitem “aumentar a taxa de sobrevivência, reduzir a proporção de cancros diagnosticados”, mas também “diminuir as abordagens terapêuticas mais agressivas e melhorar a efetividade terapêutica” dos tratamentos.

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Editorial
Rui Nogueira
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