CHLN reconhece dívida elevada ao IPST
DATA
01/08/2018 12:43:42
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Jornal Médico
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CHLN reconhece dívida elevada ao IPST

A administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) reconhece que a dívida ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) é elevada, mas garante que está a diminuir.

De acordo com um relatório do Tribunal de Contas (TC), tornado hoje público, no final de 2016, só CHLN tinha uma dívida de 37,8 milhões de euros ao IPST, representando quase metade da dívida total das instituições do Estado ao instituto, “com conhecimento e tolerância do Ministério da Saúde”.

“Reconhecemos a dívida e o valor elevado desta dívida. Mas em momento algum subtraímos ou manipulámos informação e os valores sempre estiveram espelhados nas contas da instituição”, afirmou o presidente do CHLN, Carlos Martins.

Segundo o relatório, o CHLN “subtraiu dívidas ao IPST” na informação que prestou à Administração Central do Sistema de Saúde “com o propósito de não lhe serem deduzidos os montantes em dívida nos adiantamentos mensais aos contrato-programa”.

Relativamente ao sistema clearing house adotado para pagar dívidas ao IPST, criticado pelo TC, o administrador refere que era uma prática que “vinha desde o início” do CHLN.

“Quando fomos alertados, em 2017, olhámos para a situação e alterámos esta prática. Em 2017, a taxa de cobertura das faturas emitidas pelo IPST foi de 87,5%, ou seja, pagámos a quase totalidade dos fornecimentos do IPST”, declarou Carlos Martins.

O presidente o CHLN indica que, no final de 2012, “herdou” uma dívida ao IPST de 26 milhões de euros”. Apesar de a dívida chegar, em 2017, aos 38 milhões de euros, Carlos Martins garantiu que a foi diminuído em 54% o ritmo das faturas em dívida nos últimos cinco anos.

Segundo dados fornecidos à agência Lusa, entre 2008 e 2012, a dívida mensal acumulada ao IPST era de 5,2 milhões de euros, tendo sido reduzida para 2,4 milhões.

Carlos Martins salientou que, atualmente, a dívida total está nos 34 milhões de euros, tendo diminuído quatro milhões num semestre, indicando que isto aconteceu “sem qualquer apoio externo ou injeção” de dinheiro.

Para o administrador do CHLN, há uma dívida por resolver ao IPST, como a outros fornecedores, e que constam de um plano de reequilíbrio financeiro já apresentado pela administração à tutela, mas ainda não aprovado.

De acordo com o TC, os hospitais públicos deviam mais de 77 milhões de euros ao IPST no final de 2016.

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Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
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No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: