ARSLVT reforça cuidados continuados com 254 camas
DATA
01/08/2018 15:34:03
AUTOR
Jornal Médico
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ARSLVT reforça cuidados continuados com 254 camas

A Administração Regional de Saúde Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) vai reforçar os Cuidados Continuados Integrados (CCI), com a abertura de 254 camas até ao final do ano.

A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) denunciou que há funcionários de hospitais públicos a pressionar idosos para desistirem de aceder à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Na sequência destas alegações, a ARSLVT anunciou, em comunicado, que vai continuar a abrir novos lugares de CCI, esclarecendo que o compromisso passa por “permitir o acesso de todos os utentes com necessidades de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada”.

Esta entidade tem apostado no reforço dos CCI na Região de Lisboa e Vale do Tejo, o que se traduziu na abertura de 76 novas camas de cuidados continuados nas várias tipologias (longa duração, média e convalescença), prevendo-se, ainda, a abertura de mais 254 vagas até ao final do ano, sendo que 102 serão destinadas à Saúde Mental.

Neste momento, a ARSLVT disponibiliza 2.349 camas de CCI, dos quais 106 são lugares de Saúde Mental. “Este valor corresponde a um aumento de 3,3% face a 2017 e que até ao final do ano será de mais 14,5%, o que manifestamente comprova o trabalho desenvolvido para dar resposta às necessidades dos cidadãos em lista de espera/inscritos a Rede de CCI”, sublinhou a nota.

De acordo com a ARSLVT, têm sido realizadas diversas ações junto dos hospitais e respetivos profissionais de saúde, cujo objetivo consiste em fomentar “boas práticas de referenciação e promovendo as mais-valias da Rede Nacional de CCI”.

Sempre que é necessário os utentes são encaminhados para os CCI, sendo que se verificou um aumento do número de referenciações (18,9%) no primeiro semestre de 2018 face ao período homólogo de 2017.

Atualmente, a ARSLVT possui 2.072 lugares de cuidados domiciliários integrados, envolvendo 59 equipas domiciliárias.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.