SPH organiza curso destinado a jovens médicos
DATA
02/08/2018 11:35:55
AUTOR
Jornal Médico
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SPH organiza curso destinado a jovens médicos

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) organiza a 15.ª edição da Hypertension Summer School (HSS), no Your Hotel & Spa Alcobaça, que decorre entre os dias 4 e 7 de outubro.

O curso é destinado a jovens médicos, com interesse especial na clínica e na investigação da hipertensão arterial (HTA). As inscrições são gratuitas e estão limitadas a um total de 25 participantes, sendo o inglês a língua oficial.

Durante o curso serão abordadas diferentes temáticas na área da HTA e da doença cardiovascular: genética, fisiologia, epidemiologia, medicina translacional, sal e doença cardiovascular, gestão da hipertensão, aspectos cognitivos, leitura crítica da evidência e adesão ao tratamento.

Ao melhor participante, escolhido após avaliação final, será concedida uma bolsa de estudo com duração de três meses, para participar num projeto de investigação num serviço de renome internacional da área da HTA, em Paris.

O fundador e membro da comissão organizadora da HSS, Agostinho Monteiro, salienta “a enorme participação dos internos ao longo de todas as edições”, afirmando que o sucesso do curso está “na discussão de tópicos completamente diferentes dos que vulgarmente são abordados numa sessão de HTA, pois o objetivo não é dar apenas informação (…), mas sim uma real formação”.

Ao longo dos quatro dias, os jovens médicos vão ter a oportunidade de partilhar e debater com os melhores especialistas europeus sobre todas as facetas da HTA, desde as ciências básicas até à terapêutica, passando pela investigação, epidemiologia e genética.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.