OM: Egas Moniz admite resolver situação de internos
DATA
08/08/2018 15:34:41
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Jornal Médico
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OM: Egas Moniz admite resolver situação de internos

A Ordem dos Médicos (OM) chegou a acordo com o Hospital Egas Moniz sobre a situação de médicos em formação que trabalham sem tutela de um especialista.

“Chegamos a um acordo no sentido de que a situação seja corrigida rapidamente”, afirmou Miguel Guimarães, explicando que “pretende resolver de forma pacífica e célere esta situação e não [avançar com] uma auditoria”.

No entanto, o bastonário não descora a possibilidade de avançar com uma auditoria caso a situação vivida pelos internos não seja resolvida até outubro.

Miguel Guimarães visitou, hoje, o Hospital Egas Moniz, integrado no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, a fim de se reunir com os médicos internos, a administração, o diretor clínico e o diretor do internato médico. Esta deslocação surge na sequência de alegadas irregularidades no cumprimento dos programas de formação, em algumas especialidades, nomeadamente na Reumatologia, Endocrinologia e Pneumologia.

"Os nossos médicos são desejados em todo o mundo devido à elevada qualidade da formação e a Ordem reage sempre que recebe um alerta de que os programas de formação não estão a ser cumpridos da forma que têm obrigatoriamente de ser e que alguns destes internos, em determinadas circunstâncias, fazem urgência sem tutela de um especialista. Isto para a OM é totalmente inaceitável", frisou o bastonário.

Por outro lado, Miguel Guimarães defendeu que é preciso “respeitar os doentes e oferecer qualidade na especialidade que precisam e os médicos em formação estão a aprender, têm [de ter] a tutela de um especialista”.

“As pessoas que estão a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde estão perfeitamente no limite, já ultrapassaram o limite, estão a fazer consultas umas atrás das outras, estão a acelerar os procedimentos, seja no bloco operatório, seja no internamento ou na consulta, e não é possível conseguir dar a mesma resposta com os atuais recursos humanos”, afirmou o responsável dos médicos.

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Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
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No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: