FNAM questiona futuro dos médicos de família
DATA
10/08/2018 15:24:31
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Jornal Médico
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FNAM questiona futuro dos médicos de família

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) questionou o futuro dos médicos de família, dado que o número de recém-especialistas nesta área é inferior ao número de aposentados.

Em comunicado, a FNAM sublinha que “o número de médicos de família que se podem reformar neste ano é superior ao de recém-especialistas que acabam de concorrer para os centros de saúde”.

De acordo com esta entidade, atualmente “cerca de 840 mil portugueses não têm médico de família formalmente atribuído” e estima-se a aposentação de 410 profissionais ainda este ano.

No entanto, caso o concurso de médicos, previsto para o final deste ano, integre internos que terminam a sua formação nesta especialidade em outubro, será possível “atingir um saldo global de 2018 que acabe equilibrado”.

A FNAM perspetiva que, em 2019, haja “um novo surto de saídas dos profissionais mais velhos: está previsto um pico de 509 reformas de médicos de família com 66 ou mais anos, 10% do total”.

Só em 2026, ano em que é esperada a reforma de cerca de 50 especialistas, “poderemos chegar ao número global superior a mil médicos que durantes estes anos deixarão o Serviço Nacional de Saúde”, frisa a nota.

De forma a contrariar esta tendência, a FNAM sugere que o Governo aposte “numa adequada formação de novos médicos especialistas nesta área, em mapas de vagas que a tornem uma prioridade, na realização atempada dos concursos de colocação dos médicos e numa política de saúde globalmente coerente para o SNS”.

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