Penafiel: Doentes isolados devido a bactéria multirresistente
DATA
13/08/2018 10:32:53
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Jornal Médico
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Penafiel: Doentes isolados devido a bactéria multirresistente

Alguns doentes do Hospital Padre Américo, em Penafiel, estão em isolamento por serem portadores ou terem sido infetados pela bactéria multirresistente “klebsiella pneumoniae carbapenemase” (KPC).

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) adiantou que “de momento não há razão para nenhum alarme e todas as medidas estão a ser tomadas de acordo com recomendações”, explicando que a deteção da bactéria “não é recente”, mas “dado o número de casos foi necessário tomar medidas”, como optar pelo isolamento dos doentes.

Até agora foram identificados 26 casos, no entanto a maioria dos doentes portadores desta bactéria não apresentam sintomas. “Só uma minoria é infetada e, nesses, a infeção em si não é mais grave. Torna-se é mais difícil de tratar por termos menos opções terapêuticas (antibióticas) disponíveis”, explica o CHTS.

De acordo com a administração hospitalar, “estas bactérias estão em circulação na comunidade”, pelo que “é difícil encontrar a origem”.

Em linha com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, o hospital determinou que os doentes afetados “têm períodos mais curtos de visita (30 minutos de manhã e 30 minutos de tarde), para reduzir o número de visitas nas enfermarias em causa”. Foram, ainda, implementadas “medidas de rastreio dos contactos”.

“As pessoas internadas em ambiente hospitalar estão doentes e, por isso, em risco. O risco é maior quando existe resistência a antibióticos, mas de momento não há razão para nenhum alarme”, refere o CHTS, acrescentando que “a população em geral não corre riscos”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.