ARSLVT: Hipertensão é o principal problema de saúde dos utentes
DATA
13/08/2018 13:11:11
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Jornal Médico
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ARSLVT: Hipertensão é o principal problema de saúde dos utentes

A hipertensão é o principal problema de saúde entre os utentes inscritos nos centros de saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), seguindo-se as alterações lipídicas, como é o caso do colesterol.

De acordo com as conclusões do observatório “Perfil Regional de Saúde 2017”, tendo por base os registos de morbilidade efetuados pelos médicos de família da ARSLVT em dezembro de 2016, 21,1% da população desta região tem hipertensão e 17,8% possui alterações do metabolismo lipídico. Em ambos os casos os valores são inferiores à média nacional, que se situa em 22,2% e em 21,3% respetivamente.

De salientar que as mulheres lideram o número de registos em ambas as situações, com 22,6% versus 19,5% na hipertensão e 18,7% vs 16,8 no caso das alterações lipídicas.

“Estes dados revelam que o desempenho dos profissionais de saúde ao nível da prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias crónicas se traduz num impacto positivo no peso que a morbilidade tem na população da Região”, adianta o presidente da ARSLVT, citado na nota de imprensa.

 As perturbações depressivas, a diabetes e a obesidade também ocupam posições cimeiras, embora numa proporção menor do que a nível nacional. As doenças do foro mental estão identificadas em 9,1% da população, enquanto no país os registos ascendem a 10,4%. Por sua vez, 7,1% dos utentes da ARSLVT têm diabetes e obesidade, contra os 7,8% e 8% nacionais. Também aqui as mulheres apresentam números mais elevados, especialmente nas perturbações depressivas (13,7% vs 3,9%). A exceção é feita na diabetes, onde há mais homens afetados pela doença (7,6% vs 6,6%).

Já no caso das doenças transmissíveis, a tendência tendo sido positiva, uma vez que a taxa de incidência da SIDA, infeção por VIH e tuberculose tem decrescido. De 2004 a 2016, o número de novos casos de sida desceu de 15,1/100 mil habitantes para 4,2/100 mil habitantes, acompanhando a tendência nacional. O mesmo aconteceu com a taxa de incidência da infeção por VIH, que no mesmo período desceu de 35,5/100 mil habitantes para 16,1/100 mil habitantes. No caso da tuberculose, os valores passaram de 39,6/100 mil habitantes para 20,6/100 mil habitantes.

Apesar da tendência decrescente, o impacto destas patologias continua a merecer especial atenção da ARSLVT, até porque os valores são superiores à média nacional: 4,2% vs 2,6% no caso da SIDA, 16% vs 10,1% na infeção por VIH e 20,6% vs 17,7% no caso da tuberculose.

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