CHTS garante que bactéria multirresistente está controlada
DATA
13/08/2018 14:50:41
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Jornal Médico
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CHTS garante que bactéria multirresistente está controlada

A Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em Penafiel, garante que a situação de doentes em isolamento, por serem portadores ou terem sido infetados por uma bactéria multirresistente, está controlada.

Em comunicado, a administração hospitalar explica que “estão a ser rigorosamente cumpridas as orientações e protocolo emanados pela Direção-Geral da Saúde e a situação verificada no CHTS está perfeitamente controlada, sem novos casos detetados.

De acordo com o CHTS, “é comum verificar-se a existência da bactéria em questão [klebsiella pneumoniae carbapenemase], sem que isso provoque motivo de grande preocupação, mas sim, vigilância e acompanhamento apropriados para o efeito”.

A mesma nota salienta que, “na maioria dos casos, quando detetados, as pessoas apenas são portadoras e não infetadas”, esclarecendo que na comunidade hospitalar, não existindo contacto com outro tipo de infeção, “a bactéria desaparece ao fim de algum tempo, motivo pelo qual, e preventivamente, os portadores são colocados em isolamento”.

O CHTS revela, ainda, que acrescentou uma “nova metodologia (por biologia molecular) nas análises, que assiduamente efetua, de modo a permitir que a informação respetiva seja disponibilizada de forma mais célere junto dos profissionais que monitorizam o respetivo acompanhamento”.

Segundo o CHTS, até agora, foram identificados 26 casos, no entanto “não há profissionais afetados” e os doentes sinalizados são, “na sua grande maioria, portadores” da bactéria, não manifestando sintomas.

“Só uma minoria é infetada e, nesses, a infeção em si não é mais grave. Torna-se é mais difícil de tratar por termos menos opções terapêuticas (antibióticas) disponíveis”, esclarece a unidade hospitalar.

Em linha com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, o hospital determinou que os doentes afetados “têm períodos mais curtos de visita (30 minutos de manhã e 30 minutos de tarde), para reduzir o número de visitas nas enfermarias em causa”. Foram, ainda, implementadas “medidas de rastreio dos contactos”.

“As pessoas internadas em ambiente hospitalar estão doentes e, por isso, em risco. O risco é maior quando existe resistência a antibióticos, mas de momento não há razão para nenhum alarme”, refere o CHTS, acrescentando que “a população em geral não corre riscos”.

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