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ARSLVT: Mais bebés e menos idosos em Lisboa e Vale do Tejo
DATA
30/08/2018 11:07:04
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Jornal Médico
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ARSLVT: Mais bebés e menos idosos em Lisboa e Vale do Tejo

A Região de Lisboa e Vale do Tejo registou 9,7 nados vivos por cada mil habitantes em 2016, um valor superior à média nacional, alcançando valores semelhantes aos registados em 2010. Já em relação ao índice de envelhecimento, a região registou menos idosos por cada 100 jovens face ao somatório nacional.

Embora a taxa de natalidade esteja em queda a nível nacional, em 2016, a Região de Lisboa e Vale do Tejo teve valores superiores à taxa nacional: dos 83.005 nados-vivos que nasceram em Portugal, 35.080 (42%) vieram aumentar a população desta região. Isto é, registaram-se 9,7 nados-vivos por cada mil habitantes contra 8,4/mil habitantes da taxa nacional.

Os dois Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) que congregam grande parte do concelho lisboeta (ACES Lisboa Central e ACES Lisboa Norte) registam a maior taxa bruta de natalidade da região, com 11,9/mil habitantes. Seguindo-se os ACES da periferia da capital: ACES Loures/Odivelas (11,3), ACES Amadora (10,7) e ACES Sintra (10). O ACES Médio Tejo foi aquele onde nasceram menos bebés – 6,8/mil habitantes.

Da mesma forma, o índice sintético de fecundidade está em recuperação, com 1,55 crianças por cada mulher em idade fértil. Recorde-se que apenas um índice igual ou superior a 2,1 assegura a substituição das gerações.

Desde 2010 que o valor não era tão elevado, tendo-se mesmo registado um “pico invertido” que se situou em 1,38, no ano de 2012. Esta subida regional acompanha a tendência nacional, mas consegue ser-lhe superior – 1,55 versus 1,37.

O ACES da Amadora foi aquele que registou o maior número de jovens mães, que por sua vez possui o menor número de mães com 35 ou mais anos. Já os ACES Lisboa Ocidental e Oeiras registaram a tendência inversa. Estes dois fenómenos podem estar interligados e relacionados com diversos fatores socioeconómicos.

Por sua vez, o índice de envelhecimento de Lisboa e Vale do Tejo releva que por cada 100 jovens existem 141 idosos. Este valor traduz-se numa menor proporção de idosos nesta região comparativamente aos valores nacionais: 154 idosos por cada 100 jovens.

O ACES Médio Tejo é o mais envelhecido, com o máximo regional de 205 idosos por cada 100 jovens. Já o ACES de Sintra é o mais jovem, apresentando um menor índice de envelhecimento, com 99,8 idosos por cada 100 jovens.

Nesta região, a esperança de vida à nascença para ambos os sexos é igual à nacional – 81, 4 anos. Verifica-se igualmente que as mulheres vivem, em média, mais seis anos do que os homens – 84, 3 anos versus 78,2 anos.

Estes dados constam do “Perfil Regional de Saúde 2017”, recentemente divulgado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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