Hospital de Gaia: Diretor clínico e 51 chefes de serviço demitem-se
DATA
05/09/2018 15:58:59
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Jornal Médico
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Hospital de Gaia: Diretor clínico e 51 chefes de serviço demitem-se

O diretor clínico e os diretores e chefes de serviço do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), 52 clínicos no total, demitiram-se em protesto contra as condições de trabalho.

O anúncio foi feito hoje pelo presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (OM), António Araújo, em conferência de imprensa.

Em declarações aos jornalistas, o diretor clínico demissionário do CHVNG/E, José Pedro Moreira da Silva, apontou como causas para a demissão coletiva as “condições indignas de assistência no trabalho e falta de soluções da tutela”.

Já em março, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, havia alertado que todos os diretores de serviço do CHVNG/E estavam dispostos a demitir-se caso a “situação caótica” vivida no hospital não fosse resolvida.

Na altura, o bastonário desafiou os ministros da Saúde e das Finanças a visitarem esta unidade hospitalar para perceberem a gravidade da situação.

"O serviço de Urgência é prioritário. Vimos 22 doentes internados em macas quando neste hospital existem 19 camas de internamento que estão fechadas. As condições de trabalho não são dignas. Tem havido cirurgias adiadas. Não há radiologista a partir da meia-noite. Há equipamentos fora do prazo", denunciou, na altura, Miguel Guimarães.

Posteriormente, o Ministério da Saúde anunciou o avanço da terceira fase das obras de remodelação do Hospital de Gaia, na altura em que as obras da segunda fase estão a arrancar.

Já em resposta a estas críticas, também na altura, o presidente do conselho de administração do CHVNG/E, António Dias Alves, garantiu que o hospital "pratica boa medicina por pessoas que se esforçam" e mostrou-se disposto a "ouvir e dialogar com os profissionais".

Até agora a unidade hospitalar ainda não se pronunciou sobre estas demissões.

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Editorial | Jornal Médico
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