CDS pede audição urgente na Comissão de Saúde após demissões em Gaia
DATA
06/09/2018 10:56:52
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Jornal Médico
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CDS pede audição urgente na Comissão de Saúde após demissões em Gaia

O CDS quer que a Comissão Parlamentar de Saúde convoque "com caráter urgente" o conselho de administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), na sequência das demissões, apresentadas ontem, por 52 diretores e chefes de serviço, incluindo o diretor clínico.

"Estas demissões são, no entender do CDS, muito preocupantes, pois são demonstrativas da inação do Governo no que aos problemas da saúde diz respeito", referem os centristas num requerimento, dirigido ao presidente da Comissão de Saúde, José Matos Rosa, citado pela agência Lusa.

O CDS recorda que, em maio, o Ministério da Saúde reafirmou que o CHVNGE tem previstos e em curso vários projetos, nomeadamente a reorganização do serviço de Urgência ou um programa de gestão de camas, que visa a expansão da lotação das Medicinas (Internamento), Unidade de Convalescença e Unidade de Hospitalização Domiciliária.

São, ainda, lembrados pelo CDS, que cita uma resposta do gabinete de Adalberto Campos Fernandes, outros projetos como a Fase B do Novo Edifício Hospitalar, num valor de 16 milhões de euros e, posteriormente, a Fase C no valor de 30 milhões.

"Perante esta resposta que recebemos do gabinete do senhor ministro da Saúde e perante as demissões hoje [quarta-feira] concretizadas, é essencial perceber se os projetos, investimentos e contratações acima referidos foram, efetivamente, cumpridos", questiona o grupo parlamentar do CDS.

Os centristas pedem, assim, que seja marcada uma audiência "com caráter de urgência" na comissão de saúde para receber o conselho de administração do CHVNG/E, para que sejam esclarecidos "os problemas com que se tem deparado, os motivos da demissão dos 52 diretores e chefes de serviço".

Conforme se lê no pedido de audiência, o CDS também exige saber qual "o impacto dos problemas do CHVNG/E na prestação de cuidados de saúde aos utentes" com estas demissões.

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Editorial | Jornal Médico
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