Estudo: Consumo de canábis e esquizofrenia têm forte relação genética
DATA
06/09/2018 15:53:27
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Jornal Médico
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Estudo: Consumo de canábis e esquizofrenia têm forte relação genética

Um estudo internacional concluiu que base genética que predispõe ao consumo de canábis é comum em 24% à da esquizofrenia, isto é, as pessoas que sofrem de esquizofrenia têm maior risco de consumir canábis.

A investigação, publicada na revista científica Nature Neuroscience, contou com a colaboração de especialistas do Hospital Vall d’Hebron de Barcelona e analisou 184 mil pacientes.

Segundo a investigadora principal do grupo de Psiquiatria, Saúde Mental e Adição de Vall d’Hebron, Marta Ribasés, o estudo revelou 16 novas regiões genéticas que predispõem ao consumo de canábis ao longo da vida, sendo que até agora eram apenas conhecidas duas.

Já o chefe de serviço de Psiquiatria do Hospital Vall d’Hebron, Josep Antoni, afirmou que o risco de consumir esta substância psicótica “duplica ou triplica” nos pacientes com esquizofrenia.

O estudo demonstrou, ainda, uma correlação genética entre a predisposição para o consumo de canábis, álcool e tabaco e o Transtorno do Défice de Atenção com Hiperatividade (TADH).

Estas descobertas poderão ajudar investigações futuras a aprofundar melhor a relação entre o consumo de canábis e patologias mentais graves como a esquizofrenia, melhorando os tratamentos individuais.

Por outro lado, os investigadores defendem que atualmente “não existem bons tratamentos para a dependência de canábis”, nem fundos para investigação. No entanto, acreditam que a investigação irá permitir encontrar tratamentos mais específicos.

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Editorial | Jornal Médico
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