Governo dos Açores rejeita reabrir salas de pequena cirurgia
DATA
07/09/2018 11:08:06
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Jornal Médico
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Governo dos Açores rejeita reabrir salas de pequena cirurgia

O secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, rejeitou retomar as pequenas cirurgias nos centros de saúde de Ponta Delgada e Ribeira Grande, alegando que é possível otimizar a sala do Hospital de Ponta Delgada.

“Achamos que devemos tornar eficiente aquela sala e dotar dos meios necessários para que, com excelentes condições, com total qualidade e segurança para os utentes, as cirurgias sejam feitas ali”, adiantou o governante, em declarações aos jornalistas, à margem de uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa dos Açores, em Angra do Heroísmo.

O PSD defendeu que fosse retomada a realização de pequenas cirurgias nos centros de saúde de Ponta Delgada e da Ribeira Grande, como acontecia até 2012, alegando que as listas de espera aumentaram, na sequência da centralização da prestação deste serviço no hospital, mas o secretário da Saúde faz uma leitura diferente.

Segundo Rui Luís, a solução proposta pelo PSD obrigaria à contratação de mais médicos e enfermeiros para os centros de saúde, quando a sala de pequenas cirurgias do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada tem capacidade para ser otimizada.

“Este ano, já contratámos mais 26 enfermeiros para o Hospital do Divino Espírito, portanto, o problema teoricamente estaria resolvido”, apontou, alegando que a gestão interna dos recursos humanos é da “responsabilidade do conselho de administração” do hospital.

Segundo o deputado social-democrata Luís Maurício, os utentes que antes esperavam 15 dias a três semanas por uma pequena cirurgia nos centros de saúde de Ponta Delgada e da Ribeira Grande esperam agora “mais de 90 dias” por procedimentos como retirar um pequeno sinal ou drenar um abcesso.

Em maio, o número de doentes inscritos para pequena cirurgia em Ponta Delgada atingia os 1.565. Segundo o deputado, 35% poderiam ser atendidos nos centros de saúde.

“A sala de pequena cirurgia do Hospital de Ponta Delgada está num corredor de acesso ao bloco central, com uma confusão enorme na mobilidade dos próprios utentes”, adiantou.

Segundo o social-democrata, o reforço de enfermeiros referido pelo secretário regional da Saúde não resolve o problema, porque continua a existir uma “carência enorme de pessoal de enfermagem” no hospital.

De acordo com as contas do PSD/Açores, o investimento inicial para dotar os centros de saúde de salas de pequena cirurgia rondaria os 200 mil euros e o funcionamento dessas salas não ultrapassaria os 25 a 30 mil euros por ano.

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Editorial | Rui Nogueira
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