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OMS defende impostos e legislação para combater excesso de peso
DATA
12/09/2018 10:17:44
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OMS defende impostos e legislação para combater excesso de peso

Os governos devem apostar na aplicação de impostos e legislação para combater o excesso de peso, defendeu uma especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Os governos têm de agir", disse a diretora do Departamento de Informação, Pesquisa e Inovação da OMS na Europa, Claudia Stein, durante a apresentação do Relatório de Saúde Europeu da OMS, que decorreu em Londres.

O relatório, publicado hoje, nota que os 53 países da região europeia têm as taxas de tabagismo e de consumo de álcool mais elevadas a nível mundial, mas a tendência nos últimos anos tem sido de declínio.

Pelo contrário, é identificado um movimento ascendente nas taxas de excesso de peso e obesidade na maioria dos países europeus, como Malta, Turquia e Reino Unido nos primeiros lugares.

Claudia Stein enfatizou que "os impostos e legislação existem para regular", e que o agravamento dos impostos sobre produtos com muitas calorias, como os refrigerantes, tem efeitos positivos.

"O imposto sobre açúcar tem impacto sobre o peso e a saúde dentária", explicou.

A responsável lembrou, ainda, que a nutrição é apenas um fator que contribui para o excesso de peso ou obesidade, e que hábitos saudáveis, como o desporto ou exercício, também desempenham um papel importante.

Claudia Stein referiu que a introdução de legislação que proíbe fumar em espaços fechados públicos na última década terá contribuído para a redução do tabagismo na Europa.

"Há estudos que mostram que um maior Índice de Massa Corporal [medida usada para determinar se pessoa está acima ou abaixo do peso recomendado] representa um risco de diabetes, de doenças cardiovasculares, sendo uma causa grande de invalidez e mortalidade", acrescentou.

De acordo com os dados recolhidos, o excesso de peso afeta sobretudo os homens e a obesidade as mulheres. No entanto, Stein mostrou-se sobretudo preocupada com o facto destes problemas estarem a afetar cada vez mais crianças de 11 anos.

"Se isto não for estancado, a próxima geração terá um problema, sobretudo com doenças crónicas", avisou.

O Relatório de Saúde Europeu da Organização Mundial da Saúde, que é publicado a cada três anos, regista tendências significativas na saúde pública e comportamentos sociais adversos que afetam a saúde e o bem-estar em toda a região da OMS, abrangendo 53 países e 800 milhões de pessoas.

Em geral, o documento destaca a continuação do aumento da esperança de vida na região europeia e a redução da mortalidade prematura e o facto de alguns países europeus registarem os maiores níveis de "satisfação com a vida" de todo o mundo.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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