APHP: Regras de faturação da ADSE impossíveis de concretizar em outubro
DATA
13/09/2018 11:07:03
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Jornal Médico
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APHP: Regras de faturação da ADSE impossíveis de concretizar em outubro

Os hospitais privados exigiram, hoje, o pagamento das faturas a 60 dias e alertam que as alterações às regras de faturação introduzidas pela ADSE são “impossíveis de concretizar em outubro”, o que pode causar uma “grave rutura na prestação”.

Os hospitais privados analisaram esta quarta-feira, em assembleia-geral da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), todo o processo negocial com a ADSE e as “suas graves implicações”, tendo manifestado “grande preocupação” com “as recentes alterações às regras e procedimentos de faturação que a ADSE tem vindo a introduzir durante o Verão”.

Em comunicado, a APHP explica que “independentemente da sua aceitabilidade, são impossíveis de concretizar em outubro, o que pode conduzir, assim, já, a uma significativa e muito grave rutura na prestação”.

Estando em causa “a transparência e o equilíbrio da relação e a necessidade de acautelar os superiores interesses dos Beneficiários da ADSE”, os operadores privados exigem o pagamento das faturas a 60 dias, em cumprimento da lei, e a aplicação da Tabela da Ordem dos Médicos no regime convencionado, em linha com o que já acontece no regime livre e de acordo com o compromisso assumido em fevereiro.

“A ADSE tem nas suas regras o pagamento a 120 dias quando a lei obriga expressamente a que se cumpra um prazo de 60 dias”, afirma a APHP, adiantando que “esta situação é particularmente gravosa para os operadores”.

Os hospitais privados afirmam que “têm levado até ao limite a capacidade de acomodar as reduções da ADSE”, frisando que “a realidade é que a ADSE insiste em medidas que, no limite, penalizam os beneficiários”.

“Os operadores privados não podem aceitar reduções unilaterais nem que a remuneração dos médicos, já extremamente baixa na prestação de cuidados à ADSE, baixe ainda mais, quando devia ser atualizada”, defendem.

A APHP lamenta que se tenha perdido a oportunidade de definir “um novo modelo de relação, de verdadeira parceria, que tivesse em conta a sustentabilidade de todas as partes envolvidas, com base em regras claras, estáveis, equitativas, equilibradas e que assegurassem a previsibilidade de gestão de todas as partes envolvidas”.

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Editorial | Joana Romeira Torres
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