PSD de Lisboa defende contratação de mais 50 médicos de família
DATA
17/09/2018 13:09:08
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Jornal Médico
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PSD de Lisboa defende contratação de mais 50 médicos de família

O PSD de Lisboa defendeu a contratação de mais 50 médicos de família para a capital e acusa o primeiro-ministro, António Costa, de mentir relativamente à redução da percentagem de utentes sem médico.

Em comunicado, os sociais-democratas afirmam que o primeiro-ministro salientou que, entre 2015 e 2017, “a percentagem de utentes sem médico de família havia sido reduzida em 50%”, omitindo “o facto que desde dezembro” esse número “tenha aumentado 20%”.

O PSD, citando dados recolhidos no portal do Serviço Nacional de Saúde, relata que “existem mais de 90 mil utentes sem médico de família” em Lisboa, o que corresponde a 15% do número total de utentes inscritos. Isto significa que, em Lisboa, em cada 100 utentes, 15 não têm médico de família.

O partido defendeu, ainda, que “a percentagem de utentes sem médico de família em Lisboa é 50% superior à percentagem nacional, que é inferior a 10%”, considerando que “o acesso dos lisboetas aos cuidados de saúde primários é deficiente e pior que no resto do país”.

Tendo em conta que mais de 90 mil utentes não têm médico e que o rácio recomendado é de 1850 utentes por profissional, o PSD de Lisboa concluiu que a capital precisa de mais 50 médicos de família, alertando que a situação será agravada “com mais de 100 médicos de família a reformarem-se nos próximos três anos por atingirem os 66 anos”.

Os sociais-democratas pedem que António Costa “reponha a verdade relativa ao número de portugueses sem médico de família”, que sejam contratados 50 novos médicos para a capital e que o “Ministério da Saúde e a Câmara Municipal de Lisboa prestem contas aos lisboetas relativas à construção dos 14 novos centros de saúde a construir em Lisboa, prometidos na campanha eleitoral para as últimas eleições autárquicas”.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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