Mortalidade infantil: ONU destaca tendência de melhoria
DATA
18/09/2018 11:02:11
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Jornal Médico
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Mortalidade infantil: ONU destaca tendência de melhoria

A taxa de mortalidade infantil tem vindo a registar melhorias significativas desde 1990, contudo a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que os valores continuam inaceitáveis.

De acordo com o relatório produzido por várias agências da ONU, em 2017 morreram 5,4 milhões de crianças com menos de cinco anos, menos de metade dos 12,6 milhões de obtidos registados em 1990.

Nesse mesmo ano, a maior taxa de mortalidade, 2,5 milhões, ocorreu no primeiro mês de vida, com mais de 1,6 milhões a ocorrerem entre um e 11 meses e outros 1,3 milhões entre um e quatro anos. Entre os cinco e os 14 anos morreram mais de 900 mil crianças.

O documento da ONU salienta que “estas mortes refletem acesso limitado de crianças e comunidades a condições básicas de saúde, como vacinação, tratamento médico de doenças infeciosas, alimentação adequada, água limpa e saneamento”.

“É inaceitável que 15 mil crianças tenham morrido todos os dias em 2017, na sua maioria de causas evitáveis e doenças tratáveis”, salientam os autores do texto, citados pela agência Lusa.

As crianças nascidas em famílias pobres têm o dobro da possibilidade de morrer do que se tiverem nascido em famílias abastadas, o risco de morte nas áreas rurais é 1,5 vezes superior ao das áreas urbanas e os filhos de mães sem educação têm uma probabilidade 2,6 vezes superior de morrer face aos filhos de mães com ensino secundário ou superior.

Por outro lado, a qualidade do ar também influencia o número de mortes, em particular em algumas regiões da África subsariana.

Caso esta tendência se mantenha, os autores estimam que entre 2018 e 2030 vão morrer mais 56 milhões de crianças, metade das quais recém-nascidas.

Entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os números indicam uma tendência generalizada de melhoria, mas com situações diferentes.

De salientar que, em Portugal, o número de crianças mortas com menos de cinco anos por mil nados-vivos, passou de 15 em 1990 para quatro em 2017.

Entre os outros integrantes da CPLP a situação pior é a da Guiné-Bissau, que passou de 224 para 84, e a melhor a do Brasil, que reduziu de 63 para 15. No meio estão Angola (de 224 para 81), Moçambique (de 240 para 72), Timor-Leste (de 174 para 48) e Cabo Verde, que passou de 63 para 17.

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Editorial | Jornal Médico
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