SPO: Menos de metade dos doentes com diabetes fizeram rastreio oftalmológico
DATA
25/09/2018 16:55:45
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



SPO: Menos de metade dos doentes com diabetes fizeram rastreio oftalmológico

A propósito do Dia Mundial da Retina, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para a falta de rastreios oftalmológicos em doentes com diabetes.

De acordo com os dados do Programa Nacional para a Saúde da Visão, não chega a metade o número de doentes avaliados por um oftalmologista. A SPO considera esta situação alarmante, uma vez que que visão é um dos órgãos mais afetados pela diabetes.

“As pessoas com retinopatia diabética veem limitada a realização do seu potencial de vida além de se tornarem membros menos ativos na sociedade civil”, refere o oftalmologista e coordenador do Grupo Português de Retina e Vítreo da SPO, Carlos Marques Neves.

Segundo o especialista, esta situação pode ser revertida com a realização de um rastreio regular e tratamento oftalmológico eficaz, seguindo o exemplo de Inglaterra em que a retinopatia diabética deixou de ser a principal causa de perda de visão dos 20 aos 64 anos.

Dados de um estudo recente (DR Barometer Study), estimam que existam pelo menos 250 mil doentes com diabetes tipo 2 com retinopatia diabética, em vários estádios da doença.

“Um doente com diabetes deve fazer regularmente um exame médico ocular para detetar as alterações iniciais da retinopatia diabética”, reforça Carlos Marques Neves.

Recentemente, a Direção-Geral da Saúde emitiu um conjunto de normas, dirigidas aos médicos do Serviço Nacional de Saúde, para a realização do rastreio da retinopatia diabética. Estas recomendações definem, ainda, o esquema de seguimento e orientação até ao tratamento, que implica a criação de centros de diagnóstico e tratamento integrado.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

Mais lidas