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Lisboa vai realizar estudo sobre saúde mental nas escolas
DATA
26/09/2018 14:36:10
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Lisboa vai realizar estudo sobre saúde mental nas escolas

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai realizar um estudo epidemiológico sobre saúde mental infantojuvenil, nas escolas da capital, que deverá arrancar já no próximo ano.

“Cremos que há muitos problemas entre a população infantojuvenil em relação à saúde mental, mas não temos dados concretos, não temos dados fruto de um estudo rigoroso, científico”, explicou o vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, no final da cerimónia de abertura do 1.º Fórum de Saúde Mental, que decorre entre hoje e amanhã em Lisboa.

Durante a sessão, o vereador do BE notou que Portugal “é o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas na Europa”, garantindo que “a Câmara Municipal de Lisboa dará o seu contributo, sempre em articulação com os parceiros institucionais”.

A autarquia pretende dar maior atenção ao tema da saúde mental através dos projetos “Prescrição social”, desenvolvido pela Unidade de Saúde Familiar da Baixa, e “Manicómio”, para a inclusão de pessoas com doença mental.

“Do mesmo modo, pretendemos lançar novos projetos com os vários parceiros, como é exemplo a área dos Cuidados Continuados Domiciliários Integrados, no âmbito do Programa ‘Lisboa, Cidade de Todas as Idades’, onde também se inclui a saúde mental”, referiu Manuel Grilo.

O autarca responsável pelos pelouros da Educação e Direitos Sociais acrescentou que “a introdução da dimensão da saúde mental noutros planos de intervenção social da Câmara de Lisboa também já está presente”.

"Em todos os projetos, que a partir de agora estão em curso na Câmara Municipal de Lisboa, e em particular no departamento dos direitos sociais, esta dimensão da saúde mental vai estar sempre presente”, reiterou.

Manuel Grilo vincou, ainda, que o 1.º Fórum de Saúde Mental "pretende dar visibilidade ao tema da saúde mental numa perspetiva holística, ao longo de todo o ciclo de vida, não se pretendendo apenas fazer um evento de discussão clínica ou académica, mas, sobretudo, construir um instrumento de trabalho para novas abordagens e intervenção prática".

Já o diretor do Plano Nacional de Saúde Mental, Miguel Xavier, sublinhou que é necessário "reformar a mentalidade" da população e participar em debates sobre este tema, destacando que "publicar um decreto não resolve o estigma".

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Editorial
Rui Nogueira
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