SRCOM: ULS da Guarda vive situação “explosiva”
DATA
27/09/2018 10:08:36
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Jornal Médico
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SRCOM: ULS da Guarda vive situação “explosiva”

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) considera que a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, onde se demitiram responsáveis de três serviços, vive uma situação "explosiva".

Recentemente, três dirigentes desta unidade de saúde apresentaram a demissão, sendo eles: o coordenador do bloco operatório, o coordenador da cirurgia do ambulatório e o responsável da área cirúrgica.

Segundo o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, estas demissões foram comunicadas após uma reunião, realizada na semana passada, com o conselho de administração (CA) da ULS da Guarda, presidido pela médica Isabel Coelho Antunes.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Cortes adiantou que "têm surgido problemas nestas áreas [onde ocorreram as demissões]" e "há uma tentativa de resolução destes problemas com o CA, mas como as coisas não estão a resultar, estes responsáveis apresentaram a sua demissão do cargo".

Os três demissionários "mantêm a sua atividade clínica em pleno, mas decidiram pôr o seu lugar à disposição, decidiram demitir-se".

"Isto não é nada que surpreenda a OM. A Guarda está a viver, já há algum tempo, uma situação absolutamente explosiva com gravíssimos problemas e, problemas esses que, infelizmente, têm sido desvalorizados pela tutela, pelo Ministério da Saúde, que não tem tido uma ação consequente para resolver todas as situações que já por várias vezes foram reportadas, inclusivamente pela OM", acrescentou.

Na sequência destes episódios, Carlos Cortes agendou uma reunião, para 19 de outubro, com todos os diretores de serviço desta unidade de saúde, bem como com todos os responsáveis médicos. Esta reunião servirá "para fazer um ponto de situação" e também para discutir que medidas tomar.

Para Carlos Cortes, as três demissões resultam da "situação explosiva" que se vive na ULS/Guarda. Na sua opinião, o Ministério da Saúde "tem obrigação de dar uma maior atenção à situação".

"Há situações limite em vários serviços, há diretores de serviço que têm grande dificuldade em manter o nível de assistência adequado" e "há questões até de segurança dos doentes que estão a ser postas em causa", indicou.

"São situações absolutamente dramáticas que obrigaram a esta intervenção inédita da Ordem dos Médicos nestes últimos anos que é a de convocar todos os diretores e responsáveis médicos pela instituição para fazer um ponto de situação e para ver que posições poderão ser tomadas", concluiu.

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Editorial | Jornal Médico
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