Hepatite C: Madeira investiu 5,9 ME no tratamento e cura de 278 doentes
DATA
04/10/2018 10:37:38
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Jornal Médico
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Hepatite C: Madeira investiu 5,9 ME no tratamento e cura de 278 doentes

O Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM) tratou e curou 278 doentes com Hepatite C nos últimos quatro anos, num investimento de 5,9 milhões de euros, e prevê que outros 31 iniciem o tratamento até ao final deste ano.

Estes dados foram revelados durante a apresentação do projeto para a eliminação da Hepatite C na Madeira até 2030, que decorreu, esta quarta-feira, no Hospital Central do Funchal.

"Temos constatado que a Madeira, em diversas e múltiplas áreas da saúde, tem sido inovadora porque os profissionais do Sistema de Saúde regional são, de facto, pessoas que, além da competência técnica, têm o sentido do risco e da inovação", disse o presidente do Governo Regional.

Miguel Albuquerque sublinhou que o SESARAM desenvolve "projetos de vanguarda" que ultrapassam o horizonte dos "mandatos políticos e das administrações", visando sempre "melhorar a qualidade de vida e a prestação de cuidados de saúde".

As estimativas oficiais indicam que cerca de 1.300 pessoas estão atualmente infetadas com Hepatite C na região autónoma e o projeto para eliminar a doença vai promover ações em meio hospitalar (consulta e urgência), nos centros de saúde, na Unidade de Tratamento da Toxicodependência, nas farmácias comunitárias, no Estabelecimento Prisional do Funchal, nas clínicas de diálise e na comunidade em geral.

"A grande aposta que temos de fazer é no sistema de saúde primário, onde vamos prevenir a doença e assegurar a qualidade de vida dos concidadãos", vincou Miguel Albuquerque, realçando a importância de definir mais estratégias neste sentido.

Estima-se que, em Portugal, há aproximadamente 80.000 infeções de Hepatite C por tratar ou diagnosticar. As estratégias de diagnóstico precoce atuais, baseadas no questionário aplicado ao utente acerca dos comportamentos de risco, têm falhado na identificação de uma grande parcela dos infetados.

 

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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