Angola: Malnutrição grave matou 804 crianças em 2017
DATA
04/10/2018 16:48:54
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Jornal Médico
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Angola: Malnutrição grave matou 804 crianças em 2017

Em 2017, a malnutrição grave matou 804 crianças angolanas com menos de 5 anos. Esta é a sétima doença com maior número de mortes notificadas pelas autoridades.

De acordo com o boletim epidemiológico, ao qual a agência Lusa teve acesso, entre as três doenças sob vigilância em menores de 5 anos, a malnutrição grave é a segunda causa de mortalidade, depois da pneumonia grave.

Os dados apontam, comparativamente ao ano anterior, para um aumento da taxa de incidência em 56,26%, passando de 590,29 em 2016, para 922,40 por 100 mil crianças menores de 5 anos em 2017, embora a taxa de mortalidade tenha diminuído em 22,77%, passando de 21 para 16,22 por 100 mil crianças desse grupo.

A maior taxa de incidência foi verificada na província da Huíla, com 3.815,50 por 100 mil crianças, seguida das províncias do Cunene, Cuando Cubango, Namibe e Benguela.

Já a província do Cunene teve a maior mortalidade, com uma taxa de 64,18 por 100 mil crianças, seguida por ordem de frequência pelas províncias do Namibe, Benguela e Bié.

No entanto, as estatísticas relativas a 2017 apontam para uma diminuição de óbitos comparativamente a 2016, ano em que foram registados um total de 1.055 óbitos.

Recorde-se que no passado mês de julho, a chefe do Programa Nacional de Nutrição de Angola, Maria Futi Tati, revelou que Angola está com uma taxa de “desnutrição crónica” na ordem dos 38%, com metade das províncias do país em situação de “extrema gravidade de desnutrição”, destacando-se o Bié, com 51%.

“O grau de desnutrição, principalmente a crónica, a nível do país é muito sério. Temos que trabalhar bastante, estamos com uma desnutrição crónica com uma taxa de 38% e o padrão preconizado pela Organização Mundial de Saúde é de menos de 20%”, disse Maria Futi Tati.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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