Projeto 3F: Portugueses desejam ter papel mais ativo na Saúde
DATA
09/10/2018 11:33:26
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Jornal Médico
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Projeto 3F: Portugueses desejam ter papel mais ativo na Saúde

A maioria dos portugueses (51%) deseja ter um papel mais ativo no que diz respeito à Saúde, revelam os dados de um inquérito realizado no âmbito do projeto “3F – Financiamento, Fórmula para o Futuro”.

Este projeto, que resulta de uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Para os peritos nacionais, que se reuniram ao longo do ano para debater a melhor forma de resolver os desafios inerentes ao financiamento do SNS, “o cidadão é o elemento central da prestação de cuidados” e, como tal, “é importante a sua envolvência na definição da política de saúde”, através da criação de mecanismos que contemplem a sua participação na decisão.

Estes assuntos, entre outros, serão apresentados e debatidos já amanhã, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, num evento que conta com a participação do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Durante o evento serão debatidas dez recomendações, nomeadamente o “reforço do papel dos cuidados primários”, “autonomia e responsabilização da gestão hospitalar”, “sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica”, “confiança no sistema de saúde”, entre outras.

“O 3F materializa a vontade do setor da Saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento, mas também para a necessidade de restruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”, sublinhou o presidente da APAH, Alexandre Lourenço.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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