SPEO: “É preciso acabar com o estigma da obesidade e promover acesso aos tratamentos”
DATA
09/10/2018 15:54:27
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


SPEO: “É preciso acabar com o estigma da obesidade e promover acesso aos tratamentos”

A propósito do Dia Mundial da Obesidade, efeméride que se assinala a 11 de outubro, a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) alerta para a necessidade de acabar com o estigma da obesidade e apostar no tratamento precoce da doença.

“A ideia estigmatizante de que a pessoa com obesidade é responsável pela sua condição, por ser ‘preguiçosa’ ou não ter autocontrolo, retira o profissional de saúde da equação da eficácia do tratamento, responsabilizando unicamente a pessoa pelo sucesso do mesmo. Isto só contribui para o aumento dos níveis de obesidade e para o atraso e insucesso do tratamento”, sublinhou a presidente da SPEO, Paula Freitas.

Paula Freitas considera que “é preciso acabar com o estigma da obesidade e promover o acesso a todos os tratamentos desta doença”, argumentando que “a responsabilidade da obesidade deve ser partilhada pela sociedade e é necessário um apoio positivo e uma narrativa de responsabilidade de todos os profissionais de saúde e da sociedade em geral”.

Em Portugal, estima-se que os custos associados à obesidade rondam os 300 mil euros por anos. Já a nível europeia a doença pode ultrapassar os 10 mil milhões de euros em custos de saúde. De salientar, ainda, que mais de 20% da população mundial será obesa em 2025, caso não sejam tomadas medidas que travem a evolução desta doença.

“Uma vez que está comprovado, por vários estudos de relevo, a perda de peso, mesmo que na ordem dos 5% a 10%, pode trazer benefícios para a saúde, reduzindo o risco de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares, melhorando a pressão arterial e reduzindo a gravidade de apneia do sono, tratar farmacologicamente, através de inibidores de apetite, a obesidade desde as fases iniciais, é promover a curto e longo prazo a saúde geral dos individuais”, concluiu Paula Freitas.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas